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Paraná amplia formação de monitores para fortalecer colégios cívico-militares

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Police officer directing traffic on a busy street in Londrina, Brazil.
Police officer directing traffic on a busy street in Londrina, Brazil. Foto: Rodolfo Gaion — Pexels License (livre para uso)

O Governo do Estado do Paraná vem ampliando as ações de capacitação e formação continuada para os 821 monitores militares da reserva que integram o corpo profissional das unidades de ensino cívico-militares. De acordo com informações da Agência Paraná, a iniciativa visa assegurar que a atuação desses profissionais, em 345 colégios, esteja alinhada às diretrizes pedagógicas e aos princípios de sensibilidade no trato com os estudantes. O programa atende atualmente cerca de 230 mil alunos da rede estadual, consolidando o maior modelo desta natureza no Brasil.

A preparação específica é considerada essencial pela Secretaria da Educação (Seed-PR), uma vez que a experiência prévia dos militares nas forças de segurança não é suficiente para a complexidade do ambiente escolar. O treinamento foca no diálogo e no apoio à rotina administrativa, sem interferência direta no conteúdo pedagógico ou uso de armamento. A meta estabelecida pelo governo estadual é ampliar o alcance dessas capacitações até 2026, garantindo que o quadro de voluntários inativos atue como suporte direto às equipes gestoras das escolas. No Paraná, a rede estadual adota o modelo cívico-militar em escolas públicas sob gestão da Seed-PR.

Como funciona o processo de seleção dos monitores?

O ingresso dos profissionais ocorre por meio de editais conjuntos publicados pela Seed-PR e pela Secretaria da Segurança Pública (Sesp). Os candidatos passam por uma triagem que exige a apresentação de certidões de antecedentes criminais, comprovação de tempo de serviço e exames médicos que atestem a aptidão física e mental. Desde o início da expansão do modelo, entre 2022 e 2023, três editais já foram lançados para selecionar militares estaduais inativos voluntários interessados em contribuir para a organização escolar.

Uma vez selecionados, os monitores participam de uma capacitação inicial obrigatória que detalha as leis, regimentos e documentos norteadores do programa. Segundo Soraia Cristina Azevedo, coordenadora dos Colégios Cívico-Militares da Seed-PR, os profissionais recebem orientações sobre postura profissional e a legislação vigente de proteção à criança e ao adolescente. Ao longo do ano letivo, a rotina de estudos prossegue com três capacitações estruturadas e dez encontros formativos mensais, totalizando aproximadamente quatro horas de atualização a cada 30 dias.

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Qual é o papel das instituições parceiras no treinamento?

O aperfeiçoamento dos monitores conta com o suporte técnico de diversas entidades especializadas. Instituições como o Batalhão de Patrulha Escolar Comunitária (BPEC), o Departamento de Inteligência e o Corpo de Bombeiros fornecem conteúdos específicos sobre prevenção no ambiente escolar e procedimentos em situações de conflito. O treinamento prioriza a convivência respeitosa e a mediação, permitindo que os militares participem de momentos de imersão prática acompanhados por veteranos do programa.

Para o secretário estadual da Educação, Roni Miranda, o preparo contínuo é o que diferencia o sucesso do modelo no estado. Ele enfatiza que o monitor não atua de forma isolada, mas como um agente integrado à comunidade escolar:

“O monitor não está ali apenas pela experiência que já traz, mas pelo preparo contínuo que recebe para lidar com os estudantes no dia a dia, com diálogo, respeito e sensibilidade.”

Quais são os principais objetivos do modelo cívico-militar?

A presença dos militares da reserva nas escolas busca promover valores institucionais e auxiliar na organização das atividades cívicas e disciplinares. Segundo o secretário da Segurança Pública, Hudson Leôncio Teixeira, a disciplina e a responsabilidade são pilares que os policiais e bombeiros da reserva transmitem às novas gerações. Os principais pontos de atuação dos monitores incluem:

  • Apoio na organização da rotina e horários de entrada e saída;
  • Mediação primária de conflitos disciplinares entre estudantes;
  • Orientação sobre postura profissional e valores cívicos;
  • Colaboração direta com a direção no controle administrativo da unidade;
  • Garantia da segurança preventiva nas áreas comuns da escola.

Atualmente, o interesse das famílias paranaenses pelo modelo é evidenciado por uma fila de espera de cerca de 17 mil estudantes. O tenente-coronel da reserva Leonel José Beserra, que atua em Ponta Grossa, relata que a formação oferecida pelo estado é decisiva para lidar com as demandas cotidianas. De acordo com o militar, a experiência acumulada na carreira policial, somada à capacitação pedagógica, fortalece o desenvolvimento dos alunos e a organização do ambiente de ensino.

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