O município de Ananindeua, no Pará, deu início nesta sexta-feira, 17 de abril de 2026, ao Regional Norte de Bocha Paralímpica. O evento, sediado no ginásio do Sesi, reúne mais de 40 paratletas oriundos de quatro estados da região setentrional do país, em uma disputa que serve como seletiva para o cenário nacional da modalidade.
De acordo com informações da Agência Pará, a organização do torneio está sob a responsabilidade do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (Seel). A cerimônia de abertura ocorreu às oito horas, seguida imediatamente pelas primeiras rodadas de confrontos diretos em quadra.
Como funciona a classificação para o torneio nacional?
As disputas em solo paraense possuem um peso estratégico para os competidores, pois o Regional Norte integra o circuito oficial que garante vagas para o Campeonato Brasileiro de Bocha Paralímpica. O certame nacional está previsto para ocorrer no mês de dezembro, na cidade de São Paulo. Os atletas que alcançarem o pódio ou atingirem os critérios técnicos estabelecidos pela federação asseguram sua participação no principal palco da modalidade no Brasil.
As atividades seguem um cronograma rigoroso, com partidas agendadas até o final da tarde de sábado. A expectativa é que os resultados finais e a cerimônia de premiação ocorram após o encerramento das últimas rodadas, definindo os representantes da região que viajarão para a capital paulista no fim do ano.
Quais estados participam do Regional Norte de Bocha?
A competição demonstra a integração esportiva da Amazônia Legal, contando com delegações que percorreram diversas localidades para competir em Ananindeua. A lista de estados participantes inclui:
- Amapá
- Acre
- Rondônia
- Pará (estado anfitrião)
Para os atletas envolvidos, a chance de competir em um nível regional de alto rendimento é fundamental para o desenvolvimento técnico. Representando a delegação paraense, o atleta Lucas Coutinho, de 22 anos, que compete na classe BC2, enfatizou o fator casa durante a abertura do torneio:
É uma grande responsabilidade representar o nosso estado, ainda mais diante da nossa torcida. Estamos preparados e confiantes para buscar a classificação.
Já o paratleta Izaque de Deus, de 28 anos, da classe BC4, viajou de Macapá para participar do evento e ressaltou o aprendizado proporcionado pelo torneio. Segundo o competidor amapaense, o nível técnico é elevado e cada entrada em quadra representa uma oportunidade de superação pessoal e profissional diante de adversários qualificados.
Qual o papel da Seel no desenvolvimento do paradesporto?
A realização do regional reflete a política pública estadual de incentivo ao esporte adaptado. A secretária da Seel, Ana Paula Alves, afirmou que o investimento na infraestrutura e na recepção de eventos desse porte fortalece a inclusão social e a consolidação do paradesporto no Pará. O estado mantém o Programa Paradesporto, que oferece treinamento especializado e acompanhamento técnico para pessoas com deficiência em múltiplas modalidades.
O Governo do Pará tem investido na inclusão e no fortalecimento do esporte para todos. Sediar um evento como esse e ver nossos atletas competindo em alto nível reforça esse compromisso com o desenvolvimento do paradesporto.
O encerramento oficial do evento ocorrerá no sábado, 18 de abril, com o retorno das delegações visitantes aos seus estados de origem programado para o domingo. Até lá, o ginásio do Sesi permanece como o centro das atenções da bocha paralímpica no Norte do Brasil, promovendo a integração entre atletas do Amapá, Acre, Rondônia e Pará.