Papa Leão XIV pediu neste sábado (11), na Basílica de São Pedro, no Vaticano, que líderes mundiais interrompam a guerra e priorizem o diálogo, enquanto autoridades dos EUA e do Irã se reuniam no Paquistão para discutir o fim do conflito, descrito no texto original como uma guerra que já dura seis semanas. De acordo com informações da Agência Brasil, o pontífice condenou o uso da linguagem religiosa para justificar a guerra e fez um apelo direto por negociações de paz.
Durante uma vigília especial de oração, o papa afirmou que a situação internacional está sendo marcada por uma “loucura da guerra” e por uma sensação de imprevisibilidade. O líder da Igreja Católica também criticou o que chamou de ilusão de onipotência e associou o conflito a uma desestabilização do equilíbrio da família humana.
O que o papa disse sobre a guerra?
Em seu discurso, Leão XIV fez um apelo direto aos governantes para que abandonem a escalada militar e passem a buscar mediação. O texto registra uma das falas mais enfáticas do pontífice sobre o tema.
“Parem! É hora da paz! Sentem-se à mesa do diálogo e da mediação, não à mesa onde se planeja o rearmamento”.
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Conhecido, segundo o texto original, por escolher as palavras com cuidado, o papa voltou a adotar um tom duro ao denunciar o conflito envolvendo o Irã. Ele mencionou cartas de crianças em zonas de guerra, que descreviam, segundo seu relato, “horror e desumanidade”.
Como Leão XIV relacionou religião e conflito?
O papa condenou o uso de referências religiosas para justificar ações militares. No pronunciamento deste sábado, ele disse que até o nome de Deus vem sendo usado em discursos ligados à morte, e não à preservação da vida.
“O equilíbrio dentro da família humana foi severamente desestabilizado”.
“Até mesmo o santo Nome de Deus, o Deus da vida, está sendo arrastado para discursos de morte.”
O texto também relembra uma manifestação anterior do pontífice, em 30 de março, quando ele declarou que Deus rejeita orações de líderes que iniciam guerras e têm as “mãos cheias de sangue”. Neste sábado, Leão XIV voltou a denunciar essa associação entre fé e confronto armado.
Qual foi o contexto político citado na reportagem?
A fala do papa ocorreu no mesmo dia em que autoridades dos Estados Unidos e do Irã se reuniam no Paquistão para discutir uma saída para o conflito. A reportagem informa ainda que comentários anteriores de Leão XIV foram interpretados por comentaristas católicos conservadores como uma referência ao secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, por causa do uso de linguagem cristã para justificar ataques conjuntos dos EUA e de Israel contra o Irã.
Além disso, o pontífice fez referência à posição histórica da Igreja contra a invasão do Iraque liderada pelos Estados Unidos em 2003. Ele citou um apelo feito por João Paulo II quatro dias antes do início daquele conflito, reforçando a continuidade da crítica do Vaticano a guerras justificadas por discursos de poder.
- O apelo foi feito neste sábado, 11 de abril de 2026.
- A declaração ocorreu durante uma vigília na Basílica de São Pedro.
- O discurso coincidiu com negociações entre EUA e Irã no Paquistão.
- O papa criticou o uso da religião para legitimar a guerra.
O serviço especial de oração havia sido anunciado pelo próprio papa no domingo anterior, durante sua mensagem de Páscoa. Ao retomar o tema agora, Leão XIV reforçou sua posição pública contra a guerra e em defesa de negociações diplomáticas para conter a escalada do conflito.
“Chega da idolatria do eu e do dinheiro! Chega de exibição de poder! Chega de guerra!”