A Orquestra Sinfônica da Paraíba (OSPB) inicia nesta quinta-feira, 23 de abril, às 20h30, a Série Glauco Andreza com uma apresentação inteiramente dedicada ao Choro. O espetáculo ocorre na Sala de Concertos Maestro José Siqueira, localizada no Espaço Cultural, em João Pessoa, com entrada franca ao público. O evento celebra o Dia Nacional do Choro, homenageando o gênero que surgiu no Rio de Janeiro no século XIX, sob a regência do maestro Gustavo de Paco de Gea e com a participação de solistas e músicos convidados.
De acordo com informações do Gov Paraíba, a distribuição dos ingressos começará às 19h na bilheteria da rampa quatro, seguindo o limite de dois bilhetes por pessoa. Esta etapa da temporada 2026 sucede a Série Sivuca, iniciada em Itabaiana, e foca agora no legado de Glauco Andreza, percussionista e baterista paraibano de grande relevância para a música regional. O concerto conta com os solistas Lucas Andrade (clarinete) e Heleno Feitosa “Costinha” (saxofone), além dos instrumentistas Potyzinho Lucena, Eduardo Fiorussi, Chico Santana e Mariana Rampazzo.
Como funcionará a distribuição de ingressos para o concerto?
O acesso ao evento é totalmente gratuito, mas condicionado à capacidade da Sala de Concertos Maestro José Siqueira. Os interessados devem comparecer ao local com antecedência, pois a entrega das entradas ocorre apenas na noite do espetáculo. Serão disponibilizados dois ingressos por indivíduo, garantindo que o público possa apreciar obras de ícones como Pixinguinha e Jacob do Bandolim em arranjos sinfônicos inéditos ou consagrados.
O repertório foi selecionado para traçar uma linha do tempo do Choro e de seus gêneros correlatos. A noite começa com “Modinha Imperial”, de Francisco Mignone, e avança para clássicos como “Paciente”, de Pixinguinha, e a fusão de “Noites Cariocas” com “1×0”. Também estão previstas composições contemporâneas de Eduardo Fiorussi, como “Choro da Partida” e “Jurassic Polca”, além de peças de Marcelo Vilô e Chico Chagas, encerrando com o emblemático “Assanhado”.
Qual é a importância da Série Glauco Andreza para a orquestra?
A série foi idealizada para preservar a memória de Glauco Andreza, músico que atuou por anos na OSPB. Segundo Lucas Andrade, um dos solistas da noite, a iniciativa é um compromisso com a música que não possui fronteiras.
Glauco não foi apenas um baterista de excelência, foi um formador, um agregador e, sobretudo, alguém que compreendia a música como um espaço de encontro. Dar o seu nome a esta série é mais do que uma homenagem, é um compromisso com uma música que se abre ao diálogo.
Ao longo de 2026, a Orquestra Sinfônica da Paraíba manterá essa segmentação em séries, incluindo também a Série Eleazar de Carvalho. O maestro Gustavo de Paco de Gea enfatiza que o concerto de abertura da Série Glauco Andreza é 100% brasileiro.
Vamos começar com Modinha Imperial, uma peça apenas para cordas. A modinha é uma forma musical brasileira que antecede o Choro e teve grande popularidade no século XVIII.
Quem são os protagonistas desta apresentação especial?
O regente Gustavo de Paco de Gea possui uma trajetória consolidada, sendo o primeiro flautista da OSPB desde 1980 e assumindo a regência titular em 2022. Natural de Buenos Aires, ele se tornou uma figura central na promoção da música nordestina e erudita no estado. Ao seu lado, o clarinetista Lucas Andrade traz sua experiência internacional e acadêmica, sendo atualmente doutorando em música e integrante do quarteto da cantora Rosa Passos.
O saxofonista Heleno Feitosa, conhecido como Costinha, também é um destaque da noite. Doutor em música e antigo membro da orquestra, ele vê o concerto como um reencontro emocionante.
Glauco foi um grande amigo, um guru musical, não só meu, mas de muitos músicos aqui na Paraíba. Vai ser uma noite de festa e tenho certeza que as pessoas sairão maravilhadas.
Abaixo, os principais pontos da programação musical:
- Início com Modinha Imperial (Francisco Mignone) focada nas cordas;
- Execução de Paciente (Pixinguinha) com arranjo original de 1949;
- Homenagem a Jacob do Bandolim com as obras Noites Cariocas e Assanhado;
- Apresentação de obras contemporâneas do professor da UFPB Eduardo Fiorussi;
- Participação especial de músicos da cena local no cavaquinho, violão de sete cordas e percussão.