A Administração Nacional de Segurança do Tráfego nas Rodovias (NHTSA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos anunciou que elevou a investigação sobre o desempenho do software de direção autônoma da Tesla para uma “análise de engenharia”, seu nível mais alto de escrutínio. Esta decisão ocorre após a abertura da investigação em outubro de 2024, motivada por acidentes associados a condições de baixa visibilidade. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (19 de março) pelo portal TechCrunch.
Embora a montadora não possua operação oficial no Brasil — seus veículos chegam ao país exclusivamente por importação independente —, as investigações da agência norte-americana costumam servir de referência para órgãos globais e futuras regulamentações da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) sobre tecnologias de condução autônoma.
Por que a investigação foi iniciada?
A investigação teve início após quatro acidentes relatados em condições de baixa visibilidade, incluindo um caso fatal envolvendo um pedestre. A NHTSA está examinando o software da Tesla, que é acusado de ter desempenho insuficiente nessas circunstâncias. Além disso, o órgão também está investigando 80 ocorrências em que o sistema teria violado regras básicas de segurança no trânsito, como atravessar sinais vermelhos.
Como a Tesla tem respondido à NHTSA?
A agência tem buscado informações detalhadas da empresa, que já havia começado a desenvolver uma atualização para corrigir problemas de visibilidade em junho de 2024. No entanto, ainda não está claro se essas correções foram implementadas ou quais veículos foram atualizados. A NHTSA suspeita ainda de subnotificação de acidentes semelhantes devido a limitações no sistema de coleta e identificação de dados da Tesla.
Quais são os próximos passos na investigação?
As autoridades americanas continuarão a investigação, analisando a capacidade do sistema de identificar situações de estrada que prejudicam a visão das câmeras. A agência observou que, em vários acidentes revisados, o veículo não detectou condições comuns que degradaram seu funcionamento.
