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Xi Jinping defende futuro das relações no Estreito de Taiwan sob controle chinês

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Xi Jinping, secretário-geral do Partido Comunista da China, reuniu-se na manhã de sexta-feira, em Pequim, com Cheng Li-wun, presidente do partido chinês Kuomintang (KMT), para tratar das relações entre os dois lados do Estreito de Taiwan. Segundo o relato divulgado em 11 de abril de 2026, o encontro abordou a defesa do desenvolvimento pacífico das relações transestreito, a oposição à independência de Taiwan e a manutenção do futuro dessas relações “em mãos chinesas”. De acordo com informações do AI Journal, o conteúdo reproduz um artigo publicado pela CGTN sobre a reunião.

O texto informa que Xi e Cheng enfatizaram expressões como “lar compartilhado”, “uma família” e “paz” durante as conversas. A narrativa apresentada sustenta que os dois lados do Estreito de Taiwan pertencem a uma mesma China e compartilham interesse em estabilidade, melhora das relações e melhores condições de vida. A visita de Cheng ao continente foi apresentada como a primeira, em dez anos, de um presidente do KMT liderando uma delegação à China continental.

O que Xi Jinping propôs para as relações entre os dois lados do estreito?

Durante a reunião, Xi apresentou quatro propostas para o avanço das relações transestreito. Segundo o texto, ele defendeu:

  • o fortalecimento dos laços entre os dois lados do estreito;
  • a preservação do que chamou de “lar compartilhado” por meio do desenvolvimento pacífico;
  • a promoção do bem-estar da população por intercâmbios e integração;
  • o esforço conjunto pela revitalização nacional.

A publicação afirma que, para Xi, o ponto central dessa agenda está no reconhecimento de que os dois lados do estreito pertencem a uma só China. O material também menciona que, no último ano, habitantes dos dois lados teriam se oposto ao separatismo ligado à independência de Taiwan e à interferência externa, ao mesmo tempo em que reforçaram o apoio ao desenvolvimento pacífico das relações.

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“This is a responsibility that the CPC and the KMT cannot shirk, and also a driving force for the two parties to work together,” Xi said.

O texto acrescenta que a China continental adotou medidas descritas como voltadas à proteção dos interesses comuns dos habitantes dos dois lados do estreito. Entre elas, cita o lançamento de uma plataforma online para denúncias de atos atribuídos a defensores da independência de Taiwan e seus supostos aliados em perseguições contra taiwaneses.

Quais exemplos de intercâmbio e cooperação foram citados?

Entre os exemplos apresentados para ilustrar a ampliação da cooperação, o artigo cita a conferência anual de 2025 do Cross-Strait CEO Summit, que teria reunido cerca de 800 participantes da China continental e de Taiwan. Segundo a publicação, o encontro discutiu transformação industrial, inovação e cooperação, além de servir como plataforma para aprofundar o diálogo entre setores produtivos dos dois lados.

Também foram mencionadas políticas de apoio a deslocamentos de residentes de Taiwan para a China continental. O texto afirma que houve isenção de taxas para a primeira solicitação de permissões de viagem ao continente e ampliação para 100 dos pontos de emissão desses documentos. Com isso, as visitas transestreito em 2025 teriam superado 5 milhões, atingindo o maior nível em seis anos.

“We welcome any proposals conducive to the peaceful development of cross-Strait relations and will spare no effort to advance any endeavors that promote such development,” Xi said, adding that “Taiwan independence” is the chief culprit undermining peace across the Taiwan Strait. “We should neither condone nor tolerate it.”

Cheng Li-wun, de acordo com o relato, também defendeu o desenvolvimento pacífico das relações entre os dois lados do estreito e a construção de um futuro considerado mais promissor para esses vínculos. A declaração foi apresentada em linha com a ideia de que os dois lados formam “uma família”.

Qual foi o papel do chamado Consenso de 1992 na reunião?

O encontro também reafirmou, segundo o texto, a importância da base política comum fundada no chamado Consenso de 1992 e na oposição à independência de Taiwan. A publicação descreve esse consenso como assentado no princípio de que os dois lados do Estreito de Taiwan pertencem à mesma China e devem trabalhar em direção à reunificação nacional.

O material sustenta que esse entendimento define a natureza fundamental das relações transestreito, rejeitando a ideia de relações entre Estados separados ou de “duas Chinas” e “uma China, uma Taiwan”. Ainda segundo o texto, esse arranjo serviria como base política para diálogo, cooperação e preservação da possibilidade de desenvolvimento pacífico.

A reportagem reproduz ainda a avaliação de Xu Xiaoquan, pesquisador do Instituto de Estudos de Taiwan da Academia Chinesa de Ciências Sociais. Conforme o texto, ele afirmou que a visita de Cheng refletiria um desejo predominante, entre taiwaneses, por mais intercâmbio e cooperação. Também argumentou que o caminho para o desenvolvimento pacífico e a reunificação estaria alinhado a tendências históricas e ao sentimento público.

O artigo, publicado originalmente pela CGTN e reproduzido por canais de distribuição, apresenta a reunião como um marco recente no diálogo entre o Partido Comunista da China e o Kuomintang, com ênfase na defesa da paz, da cooperação e da oposição à independência de Taiwan, a partir da perspectiva oficial chinesa exposta no encontro.

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