A Polícia Civil e a Polícia Militar do Pará realizaram, entre os dias 16 e 17 de abril, a Operação Escudo Feminino, uma força-tarefa de combate à violência doméstica que resultou na prisão em flagrante de 23 suspeitos. A iniciativa, coordenada pela Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), alcançou 121 municípios paraenses e prestou assistência direta a 2.602 mulheres em situação de vulnerabilidade.
De acordo com informações da Agência Pará, a mobilização contou com o efetivo de mais de 1,6 mil agentes de segurança pública. O objetivo central da ação foi reforçar o policiamento em áreas estratégicas, realizar atividades educativas de conscientização e garantir o cumprimento rigoroso de medidas protetivas de urgência.
Como funcionou a integração das forças de segurança?
A operação mobilizou uma estrutura robusta composta por 310 viaturas dedicadas a rondas ostensivas e monitoramento investigativo. Além das polícias Civil e Militar, participaram do esforço o Corpo de Bombeiros e a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap). Durante os dois dias de atividades intensas, as equipes fiscalizaram 1.144 endereços de mulheres que possuem medidas protetivas ativas contra seus agressores.
A governadora do estado, Hana Ghassan, ressaltou que a iniciativa representa a maior operação já realizada no território paraense para enfrentar crimes de gênero. Durante o balanço oficial apresentado na sede da Segup, as autoridades destacaram que a presença efetiva do Estado visa desencorajar novas agressões e oferecer suporte imediato às vítimas cadastradas nos sistemas de monitoramento governamentais.
Quais foram os principais resultados da Operação Escudo Feminino?
Além das prisões efetuadas em flagrante, o Centro Integrado de Operações (Ciop) contabilizou 146 ocorrências ligadas especificamente ao combate à violência doméstica durante o período da força-tarefa. O balanço final da operação apresentou os seguintes indicadores principais:
- Prisão em flagrante de 23 indivíduos suspeitos de crimes contra mulheres;
- Fiscalização e monitoramento de 1.144 endereços sob medidas protetivas;
- Realização de 2.602 atendimentos diretos a mulheres em 121 cidades;
- Mobilização de 1,6 mil agentes e 310 veículos oficiais;
- Atendimento prioritário de chamados gerados pela plataforma de emergência.
Como a tecnologia auxilia na proteção das mulheres no Pará?
Um dos diferenciais da operação foi a utilização da plataforma SOS Mulher 190 – Proteção Sem Palavras. Lançada em nove de abril pela gestão estadual, a ferramenta permite que mulheres em situação de risco acionem o serviço de emergência sem a necessidade de comunicação verbal. Ao entrar em contato com o número 190, o sistema identifica automaticamente a vítima cadastrada e rastreia sua localização em tempo real, agilizando o envio de guarnições.
A governadora Hana Ghassan destacou o caráter estratégico e preventivo da iniciativa durante o encerramento das atividades:
“A operação ‘Escudo Feminino’ representa a presença efetiva do Estado e a integração das nossas forças de segurança. É a maior operação já realizada no Estado para combater à violência contra a mulher. No Pará, agressor de mulher não terá espaço. Atuamos de forma preventiva e direta, garantindo proteção a quem mais precisa.”
Qual é o foco das próximas ações de segurança pública?
O titular da Segup, Ed-Lin Anselmo, reforçou que a integração entre as instituições de segurança é o pilar fundamental para garantir respostas rápidas. Segundo o secretário, o governo continuará ampliando as ações preventivas e aprimorando as ferramentas tecnológicas para reduzir o tempo de resposta em chamados de urgência, fortalecendo a rede de proteção em todo o interior e na região metropolitana.
A estratégia estadual prevê que a mensagem de tolerância zero contra a violência de gênero seja disseminada de forma contínua. A governadora concluiu reforçando que a proteção das mulheres é prioridade absoluta da gestão:
“Estamos implantando uma estratégia única no Brasil de proteção às mulheres. A mensagem é clara: no Pará, nenhum tipo de violência contra a mulher será aceito. Quem ousar cometer esse tipo de crime vai responder com o rigor da lei.”