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Operação Escudo Feminino prende 16 suspeitos e atende 304 mulheres no Pará

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A governadora do Pará, Hana Ghassan, apresentou na noite de quinta-feira (16) o balanço parcial da Operação Escudo Feminino, iniciativa de combate à violência doméstica que resultou em 16 prisões e no atendimento de 304 mulheres em situação de vulnerabilidade. A ação integrada, que mobiliza 85 municípios paraenses, visa fiscalizar o cumprimento de medidas protetivas e reforçar a Segurança Pública em todo o estado. De acordo com informações da Agência Pará, o trabalho envolve mais de 1,5 mil agentes e monitoramento intensivo.

Durante as primeiras 24 horas de mobilização, as equipes de segurança realizaram fiscalizações em mais de trezentos endereços vinculados a medidas protetivas de urgência. Entre os destaques das diligências está a captura de um suspeito de feminicídio ocorrido em Ananindeua, localizado pelas autoridades no município de Bragança. Além das 16 prisões em flagrante, as forças policiais apreenderam uma arma de fogo e intensificaram as rondas ostensivas para garantir a integridade física das vítimas cadastradas nos sistemas de proteção do estado.

Quais foram os principais resultados da Operação Escudo Feminino?

Os números apresentados pela gestão estadual refletem uma mobilização em larga escala para coibir crimes de gênero. A governadora Hana Ghassan ressaltou que a meta é atingir 440 fiscalizações de medidas protetivas até o encerramento da operação. Os dados consolidados do primeiro dia incluem:

  • Prisões efetuadas: 16 detritos em flagrante ou por cumprimento de mandado;
  • Atendimentos diretos: 304 mulheres em situação de vulnerabilidade assistidas;
  • Fiscalizações realizadas: 304 endereços visitados pelas equipes de segurança;
  • Efetivo mobilizado: mais de 1,5 mil agentes e 274 viaturas em campo.

Sobre o impacto da ação, a governadora enfatizou o rigor do Estado no enfrentamento à criminalidade doméstica.

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Esses números mostram que estamos no caminho certo e reforçam a mensagem que queremos deixar para toda a sociedade: o Pará não vai aceitar a violência contra a mulher. Aqui, agressor não terá paz. O Estado está presente, atuando com firmeza para proteger a população e enfrentar esse tipo de crime.

Como funciona a integração das forças de segurança no Pará?

A operação é coordenada pela Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Segup) e reúne de forma simultânea as polícias Civil e Militar, o Corpo de Bombeiros e a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap). Segundo o secretário de Segurança Pública, Ed-Lin Anselmo, a presença ostensiva e o acompanhamento direto das medidas judiciais são fundamentais para ampliar a capacidade de resposta das instituições diante de ameaças iminentes.

As atividades ocorrem nas 16 Regiões Integradas de Segurança Pública (Risps), abrangendo desde a Região Metropolitana de Belém até o interior do estado. O reforço administrativo também contempla as Delegacias Especializadas no Atendimento à Mulher (DEAM), que operam com escala ampliada para o registro de ocorrências e acolhimento das vítimas durante o período da operação especial.

O que é a plataforma SOS Mulher 190 e como ela protege as vítimas?

Um dos pilares da estratégia de proteção é a plataforma “SOS Mulher 190 – Proteção Sem Palavras”. A tecnologia permite que mulheres em situação de risco acionem o Centro Integrado de Operações (CIOp) de forma silenciosa e prioritária. Ao registrar os dados previamente no site da Segup, a vítima garante que, em uma emergência, sua localização e histórico sejam identificados automaticamente pelos atendentes.

A governadora Hana Ghassan destacou que o uso da tecnologia é essencial para salvar vidas em momentos críticos onde a comunicação verbal é impossível.

Com um cadastro simples, a mulher passa a ter um canal rápido e seguro de atendimento, permitindo que nossas equipes ajam com agilidade. É tecnologia aliada à proteção, garantindo mais segurança para quem mais precisa.

A Operação Escudo Feminino prossegue com o monitoramento de áreas críticas e a busca por suspeitos com mandados de prisão em aberto. O governo do estado reforça a importância de que a população utilize os canais de denúncia, como o Disque 181, para informar casos de violência contra a mulher de forma anônima e segura.

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