A Oncoclínicas está em negociação com os credores das suas 9ª, 11ª e 12ª emissões de debêntures. O objetivo é obter a renúncia de prazo, conhecida como “waiver”, para o cumprimento dos múltiplos da dívida sobre o Lucro Antes de Juros, Depreciação e Amortização (EBITDA), conforme acordado entre as partes, os chamados “covenants”.
De acordo com informações do Valor Empresas, o “covenant” da Oncoclínicas é de 3,5 vezes, com vencimento das debêntures em 31 de dezembro de 2025. A empresa busca evitar um possível evento de inadimplemento.
“A companhia entende que a solicitação de renúncia prévia (“waiver”) mencionada acima é necessária para afastar eventual evento de inadimplemento sob as referidas escrituras de emissão de debêntures, caso se confirme a não observância do índice financeiro pela companhia”, informa trecho de comunicado da Oncoclínicas.
O balanço do quarto trimestre e anual de 2025 da empresa está previsto para ser divulgado no final deste mês.
Por que a Oncoclínicas busca essa negociação com os debenturistas?
A solicitação de “waiver” visa prevenir um eventual descumprimento das condições financeiras estabelecidas nos contratos de emissão de debêntures. A empresa busca garantir a flexibilidade necessária para gerenciar suas obrigações financeiras e evitar um cenário de inadimplência.
Qual o impacto do aumento de capital realizado pela Oncoclínicas?
Mesmo após o aumento de capital de R$ 1,4 bilhão concluído em novembro, a Oncoclínicas ainda pode precisar refinanciar cerca de R$ 1 bilhão em um futuro próximo, conforme apontado em relatório do J.P. Morgan do último dia 19. A instituição financeira destaca os desafios financeiros enfrentados pela empresa devido à sua alta alavancagem.
Quais são os desafios financeiros apontados por analistas do J.P. Morgan?
A equipe de analistas do banco americano, liderada por Joseph Giordano, observa que a Oncoclínicas enfrenta desafios financeiros devido à sua alta alavancagem e à redução do volume de negócios, causada pela descontinuação de contratos não rentáveis. Além disso, há o risco de perder médicos importantes durante a reestruturação.
- Alta alavancagem
- Redução do volume de negócios
- Risco de perder médicos importantes
O relatório do J.P. Morgan ressalta que a empresa pode enfrentar dificuldades na manutenção de seu quadro de profissionais, o que pode impactar negativamente a qualidade dos serviços prestados e a sua capacidade de recuperação financeira.
