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Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa salva gestante de alto risco no Piauí

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A jovem Daniela Lopes da Silva, de 27 anos, e seu filho Adiran Gabriel sobreviveram a uma gestação de altíssimo risco e complicações neurológicas graves graças ao suporte da Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa (NMDER), em Teresina, capital do estado. O caso, marcado por uma internação prolongada e um parto de emergência realizado com 31 semanas de gestação, destaca a eficiência da infraestrutura hospitalar piauiense em lidar com situações de extrema complexidade clínica. O sucesso do atendimento também ilustra o papel fundamental de centros regionais de referência do Sistema Único de Saúde (SUS) para a redução da mortalidade materna e neonatal no Brasil, um dos principais desafios da saúde pública nacional.

De acordo com informações do Governo do Piauí, a unidade de saúde consolidou-se como a principal referência estadual para o atendimento de gestantes e recém-nascidos de até dois anos em situação de vulnerabilidade. Inaugurada em julho de 2023 para substituir a antiga e tradicional estrutura que operou por quase cinco décadas, a maternidade mobilizou uma equipe multidisciplinar composta por obstetras, neonatologistas, psicólogos e fisioterapeutas para garantir a estabilização da paciente e do bebê durante todo o processo assistencial.

Daniela enfrentou dificuldades desde o primeiro trimestre da gravidez, apresentando episódios de dores intensas, ansiedade e riscos de hemorragia. Por ser sua terceira gestação de alto risco, a paciente necessitou de monitoramento constante e intervenção farmacológica. A situação agravou-se no fim de dezembro de 2025, quando a gestante apresentou um quadro de paralisia nos membros direitos, o que exigiu internação imediata e acompanhamento neurológico especializado para evitar sequelas permanentes e proteger a vida intrauterina.

Como o atendimento humanizado impactou a recuperação da paciente?

O suporte emocional foi apontado por Daniela como um fator determinante para sua resiliência durante o tratamento. Em meio ao medo da perda gestacional, a equipe de psicologia e psiquiatria da Nova Evangelina Rosa atuou na manutenção do bem-estar mental da paciente. A integração entre o cuidado clínico e o acolhimento humanizado permitiu que a gestação fosse mantida até o limite seguro de 31 semanas, momento em que a equipe médica optou pela antecipação do parto devido ao agravamento clínico.

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“Sem esse atendimento e esse apoio, não só a mim, mas também a todas as mulheres que entram ali, eu não teria conseguido. Meu filho talvez não tivesse sobrevivido, e eu não teria suportado o que passei.”

Após o nascimento prematuro, o bebê Adiran Gabriel foi encaminhado para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal, onde permaneceu por quase um mês. Simultaneamente, Daniela enfrentou um dos maiores desafios de sua recuperação: a perda total de memória após o parto. Segundo relatos médicos, a paciente não reconhecia familiares nem lembrava o próprio nome. O processo de reabilitação cognitiva foi conduzido pela equipe hospitalar, resultando na recuperação de cerca de 70% da memória antes da alta hospitalar conjunta de mãe e filho.

Quais recursos a maternidade oferece para casos complexos?

A estrutura da Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa foi projetada para suportar demandas de alta complexidade, utilizando diretrizes de humanização do Ministério da Saúde, como o Método Canguru, que prioriza o contato pele a pele para o fortalecimento de bebês prematuros. A unidade conta com um robusto aparato de leitos especializados para garantir a sobrevivência de recém-nascidos de baixo peso e o tratamento de patologias maternas graves.

  • 15 leitos na Unidade de Cuidados Intermediários Neonatal Canguru;
  • 30 leitos na Unidade de Cuidados Intermediários Neonatal Convencional;
  • 30 leitos na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal.

Em 2025, a instituição atingiu marcos significativos em sua operação, registrando mais de seis mil partos e cerca de 72 mil atendimentos ambulatoriais. Esses números refletem o papel estratégico da unidade no sistema de saúde pública do Piauí. Para Daniela, o desfecho positivo representa o sucesso de um sistema integrado ao SUS que une tecnologia de ponta ao carinho profissional, assegurando que casos de alto risco tenham o suporte necessário para a preservação da vida.

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