Os Estados Unidos e o Irã se preparam para uma nova rodada de negociações nucleares em Genebra, na Suíça, marcada para a próxima quinta-feira, 26 de fevereiro. De acordo com informações do Petronotícias, as conversas são vistas como potencialmente definitivas para alcançar um acordo ou não. As divergências persistem, especialmente em relação aos limites de enriquecimento de urânio, com o presidente Donald Trump mantendo a posição de “nenhum enriquecimento” no Irã.
Qual é a posição dos EUA nas negociações?
Os negociadores americanos, liderados por Steve Witkoff e Jared Kushner, estão dispostos a considerar uma proposta iraniana que inclua um “enriquecimento simbólico” de urânio, desde que o Irã prove que bloqueará todos os caminhos para a obtenção de uma arma nuclear. Um alto funcionário americano afirmou que as negociações só ocorrerão se o Irã apresentar uma proposta detalhada nas próximas 48 horas. Caso contrário, a possibilidade de diálogo será revertida, e a tensão poderá escalar para um conflito militar.
Quais são as preocupações dos EUA?
O vice-presidente dos EUA, JD Vance, destacou que o Irã ainda não está disposto a reconhecer as “linhas vermelhas” estabelecidas por Trump, especialmente no que diz respeito ao programa nuclear. Witkoff alertou que o Irã poderia, teoricamente, estar a uma semana de enriquecer urânio a um nível adequado para armas, embora atualmente não tenha acesso ao material ou meios para tal. “Eles provavelmente estão a uma semana de terem material para fabricação de bombas de nível industrial. E isso é realmente perigoso. Então eles não podem ter isso”, afirmou.
Quais são os cenários possíveis para um ataque?
Especialistas israelenses analisam quatro cenários para um possível ataque dos EUA ao Irã, caso as negociações falhem. Entre as opções, está um ataque iminente até quinta-feira, 26 de fevereiro, ou no início ou meados da próxima semana, após o prazo de duas semanas dado por Trump para um acordo. Outra possibilidade é um ataque após o Ramadã, que termina em 19 de março, para evitar conflitos durante o mês sagrado muçulmano. O cenário menos provável seria um ataque em um futuro mais distante, devido aos altos custos de manter forças militares na região.
Como Israel está envolvido na situação?
Israel, aliado dos EUA, tem se preparado para um possível envolvimento em um ataque ao Irã. Inicialmente, analistas estavam divididos sobre a resposta do Irã a um ataque americano, mas a crescente retórica israelense sobre um possível envolvimento aumentou a probabilidade de Teerã atacar Israel em retaliação. A situação permanece tensa, com todos os olhos voltados para as negociações em Genebra.
Fonte original: Petronotícias