A Deezer reportou um aumento significativo na quantidade de músicas geradas por inteligência artificial em sua plataforma, com cerca de 75 mil faixas sendo enviadas por dia, totalizando 44% de todos os uploads. Essa ampliação representa mais de dois milhões de músicas por inteligência artificial adicionadas mensalmente ao serviço. No entanto, o consumo deste conteúdo continua limitado, com apenas 1% a 3% do total de reproduções atribuídas a essas faixas, segundo informações do Convergência Digital.
Como a Deezer está lidando com o conteúdo gerado por IA?
A empresa destaca que 85% das execuções de músicas por IA estão ligadas a fraudes, como manipulação de streams, sendo esses valores desconsiderados no pagamento de royalties. Para conter impactos financeiros negativos, a Deezer implementou tecnologias próprias de detecção de conteúdo sintético desde o início de 2025, permitindo que o número de uploads diários dessas músicas saltasse de 10 mil para 75 mil.
Quais medidas foram adotadas pela Deezer contra a música gerada por IA?
A plataforma identifica e rotula explicitamente músicas criadas por IA, excluindo-as de recomendações algorítmicas e playlists editoriais para proteger as receitas dos artistas. Além disso, a Deezer passou a licenciar sua tecnologia de detecção para outras empresas do setor.
Que preocupações o avanço da IA traz para o setor musical?
O crescimento da IA na música levanta preocupações quanto aos direitos dos artistas e transparência para os fãs. De acordo com estudo da CISAC e da PMP Strategy, até 2028, 25% das receitas de criadores podem estar em risco, acarretando perdas de até €4 bilhões.
Segundo uma pesquisa global da Deezer com a Ipsos, 97% dos 9 mil respondentes em oito países não conseguem distinguir músicas geradas por IA de produções humanas em testes cegos. Além disso, 80% defendem a identificação clara desse conteúdo, enquanto 73% preferem saber quando as plataformas recomendam músicas totalmente sintéticas.