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Claro avalia Oi Soluções e alerta para pressão de custos e risco de desabastecimento

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A Claro informou que pode analisar a compra da Oi Soluções, caso o ativo seja efetivamente colocado à venda, ao mesmo tempo em que manifestou preocupação com a alta de custos de componentes e com o risco de falta de equipamentos no mercado. As declarações foram feitas pelo CEO da empresa, Rodrigo Marques, nesta quinta-feira, 23 de abril de 2026, em São Paulo, durante coletiva de imprensa. De acordo com informações do Convergência Digital, a operadora também aguarda aprovação da Anatel e do Cade para iniciar ainda neste ano a integração da Desktop, comprada em março por R$ 4 bilhões.

Segundo Rodrigo Marques, a aquisição da Desktop foi motivada por três fatores principais: presença em São Paulo, qualidade de rede e uma base relevante de clientes. O executivo evitou detalhar eventuais sinergias ou sobreposição de rede, mas afirmou ter convicção de que a operação trará ganhos para a companhia.

Por que a Claro diz que pode avaliar a Oi Soluções?

Ao ser questionado sobre novas aquisições, Marques afirmou que a empresa analisa oportunidades em diferentes frentes, inclusive no mercado de tecnologia da informação. Sobre a Oi Soluções, colocada à venda pela Oi por R$ 1,4 bilhão, o executivo adotou tom cauteloso, mas confirmou que o ativo poderá ser examinado pela operadora.

“Se a Oi Soluções for colocada à venda, vamos avaliar como avaliamos tudo”.

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A fala indica que a companhia não confirmou interesse formal nem negociação em andamento, mas deixou aberta a possibilidade de estudar o ativo, caso o processo de venda avance. No mesmo encontro, a Claro evitou ampliar comentários sobre a incorporação da Desktop antes da análise regulatória.

O que preocupa a empresa no cenário de custos?

Rodrigo Marques também afirmou que a empresa enfrenta pressão com o aumento de custos de memórias e de outros produtos, em meio ao cenário de guerra no Irã e de desabastecimento. Segundo ele, a operadora tenta conter o repasse ao consumidor por meio de negociações com fornecedores, mas reconheceu que a situação está mais apertada.

“Estamos negociando muito com os fornecedores para tentar reter repasse ao consumidor, mas a situação está ficando bem apertada. Vamos até o máximo que pudermos, mas se continuar assim, o reajuste acontecerá”.

Na mesma linha, a reportagem cita uma nota oficial da Abinee apontando risco de reajuste de 30% ao consumidor. O texto original, porém, não detalha prazo, abrangência nem quais produtos poderiam ser afetados por esse eventual aumento.

Há risco de falta de equipamentos para a operação?

Além dos custos, o executivo demonstrou preocupação com a disponibilidade de equipamentos. De acordo com ele, a Claro está abastecida neste momento, mas alguns itens já começam a faltar no mercado global, entre eles modems de banda larga fixa e CPEs.

“Se a situação persistir, há o risco de disponibilidade sim”.

O relato sugere um cenário de atenção para a cadeia de suprimentos, embora a operadora não tenha informado impacto imediato sobre sua operação. Os pontos mencionados por Marques foram:

  • alta no custo de memórias e outros componentes;
  • negociação com fornecedores para conter repasses;
  • risco de reajuste ao consumidor, se a pressão persistir;
  • possível falta de modems de banda larga fixa e CPEs.

O que a Claro disse sobre D2D e Starlink?

Marques afirmou ainda que negocia o serviço D2D e admitiu conversas com a Starlink, sem detalhar se as tratativas envolvem o mercado corporativo, B2B, ou o segmento de consumo, B2C. O executivo ressaltou apenas que o D2D não é igual à banda larga fixa via satélite e preferiu não fornecer mais informações.

Com isso, a coletiva reuniu três frentes centrais para a Claro: o avanço da compra da Desktop, a possibilidade de avaliar a Oi Soluções e o alerta para um ambiente de custos mais pressionado, com potencial impacto sobre preços e oferta de equipamentos.

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