O Museu Oscar Niemeyer (MON), em Curitiba, promove durante o mês de maio uma edição especial do programa Arte para Maiores (APM), voltada especificamente para o público com idade superior a 60 anos. A iniciativa explora a exposição itinerante “Nem Todo Viandante Anda Estradas – Da Humanidade como Prática – 36ª Bienal de São Paulo”, que ocupa atualmente as Salas 01 e 02 da instituição paranaense. De acordo com informações da Agência Paraná, o cronograma prevê duas sessões presenciais nos dias 05 e 12 de maio, além de um encontro virtual no dia 19 de maio, sempre com início às 14h.
Como funcionam os encontros presenciais do programa?
Os participantes das sessões presenciais iniciam a atividade no Espaço de Oficinas, localizado no subsolo do museu. A programação segue com uma visita mediada pelas galerias, conduzida pela equipe de educadores do MON. O roteiro foca no recorte curatorial estabelecido pela curadora Anna Roberta Goetz, analisando a poética e as propostas artísticas de obras selecionadas. Após o percurso pelas salas expositivas, o grupo retorna para uma atividade prática de experiência artística, com encerramento previsto para as 17h.
Para o encontro virtual do dia 19 de maio, a dinâmica será diferenciada, ocorrendo das 14h às 15h30. Esta sessão será coordenada diretamente pelos educadores da Fundação Bienal de São Paulo, permitindo que o público interaja com os conteúdos da mostra de forma remota. A instituição ressalta que não é necessário possuir conhecimento prévio sobre história da arte para participar de qualquer uma das modalidades oferecidas.
Qual é a relevância da 36ª Bienal de São Paulo para o museu?
A itinerância da 36ª Bienal de São Paulo em 2026 é fruto de uma cooperação entre o Governo do Paraná, por meio da Secretaria de Estado da Cultura, e a fundação organizadora do evento. Esta é a terceira vez que a parceria é renovada, consolidando Curitiba como um dos pontos principais do programa que percorre mais de dez cidades no Brasil e no exterior. O projeto expográfico da montagem no museu paranaense leva a assinatura de Tiago Guimarães.
O recorte curatorial apresentado no museu reúne produções de 18 participantes distintos, englobando uma diversidade de suportes e linguagens. Entre os artistas cujas obras compõem a mostra, destacam-se:
- Adjani Okpu-Egbe e Alain Padeau;
- Ana Raylander Mártis dos Anjos e Emeka Ogboh;
- Ernest Cole e a organização Forensic Architecture/Forensis;
- Gervane de Paula e Helena Uambembe;
- Julianknxx, Leiko Ikemura e Mao Ishikawa;
- Maria Auxiliadora e Ming Smith;
- Nádia Taquary, Olu Oguibe e Raukura Turei;
- Ruth Ige e o coletivo Sertão Negro.
O que caracteriza a estrutura e o acervo do Museu Oscar Niemeyer?
Mantido pelo estado, o Museu Oscar Niemeyer é considerado o maior museu de arte da América Latina, possuindo uma área construída que ultrapassa 35 mil metros quadrados. Seu acervo é composto por aproximadamente 14 mil obras, abrangendo categorias como artes visuais, arquitetura e design. A instituição é reconhecida internacionalmente por suas coleções de arte asiática e africana, além de ser um marco arquitetônico na capital paranaense.
O programa Arte para Maiores, premiado e em execução desde 2014, serve como uma ferramenta de democratização do acesso a esse patrimônio. Por meio de visitas mediadas, dinâmicas de integração e oficinas práticas, o projeto busca proporcionar sensibilização artística e inclusão social para a terceira idade. As inscrições para as atividades de maio são gratuitas, mas devem ser realizadas de forma antecipada pelos canais oficiais do museu, uma vez que as vagas são limitadas por sessão.