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MPRS debate combate ao bullying e cyberbullying em seminário educacional

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O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) realizou, nesta terça-feira, 07 de abril de 2026, um seminário focado na prevenção e no enfrentamento ao bullying e ao cyberbullying. O evento reuniu profissionais da educação e membros da rede de proteção para discutir estratégias fundamentais de salvaguarda de crianças e adolescentes no ambiente escolar e digital. O encontro buscou integrar diferentes instituições para formular respostas eficazes contra a violência sistêmica que atinge jovens em todo o país.

De acordo com informações do MPRS, a abertura dos debates contou com a presença da promotora de Justiça Cristiane Corrales, coordenadora do Centro de Apoio Operacional da Educação, Infância e Juventude (CAOEIJ), e do corregedor-geral da instituição, Fábio Roque Sbardellotto. Ambos destacaram que a construção de um ambiente escolar seguro é uma prioridade institucional e social.

Durante as exposições, Cristiane Corrales classificou o bullying como um tema de urgência máxima, citando os dados alarmantes da Pesquisa Nacional de Saúde Escolar (PeNSE), um estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em parceria com o Ministério da Saúde. O levantamento indica que cerca de quatro em cada dez adolescentes brasileiros já foram vítimas de bullying, sendo que mais de um quarto dos entrevistados relatou passar por situações repetitivas de humilhação. Tais números reforçam a necessidade de políticas públicas estruturadas para mitigar o problema.

Qual o impacto das agressões no ambiente escolar brasileiro?

As agressões relatadas na pesquisa possuem motivações variadas e frequentemente refletem preconceitos enraizados na sociedade. A promotora ressaltou que o enfrentamento deve ser multidisciplinar, pois as causas identificadas pela PeNSE envolvem múltiplos fatores discriminatórios. Entre os principais motivos citados pelos estudantes para o início das perseguições e humilhações, destacam-se os seguintes pontos:

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  • Aparência física e vestuário;
  • Fatores étnico-raciais, como cor ou raça;
  • Sotaques e origens regionais;
  • Identidade de gênero ou orientação sexual;
  • Convicções religiosas;
  • Condições de deficiência física ou intelectual.

A promotora enfatizou que a atuação isolada de uma única instituição não é suficiente para erradicar essas práticas. Segundo Corrales, o enfrentamento exige uma atuação integrada entre o sistema de Justiça, as secretarias de educação e a sociedade civil organizada.

Como a educação pode transformar o cenário de violência nas escolas?

O corregedor-geral do MPRS, Fábio Roque Sbardellotto, reforçou o papel central dos educadores na identificação precoce de comportamentos agressivos. Para o magistrado, o fortalecimento das políticas educacionais é o único caminho para a construção de espaços acolhedores. Sbardellotto afirmou categoricamente que a esperança de uma sociedade mais justa e menos violenta reside exclusivamente na qualidade e no alcance da educação pública e privada.

Como exemplo de aplicação prática de soluções, o seminário apresentou o projeto “Primeiros Socorros na Escola”, que ocorre na rede municipal de Torres, município localizado no litoral norte gaúcho, desde 2013. A iniciativa forma alunos para atuarem como socorristas, mas expandiu seu escopo para incluir a mediação de conflitos e a prevenção ativa do bullying dentro das salas de aula.

O incentivo ao cuidado com o outro ajuda a prevenir situações de violência entre colegas.

A frase acima, proferida por Vinícius Savicki, de 14 anos, reflete a percepção dos próprios estudantes sobre a importância de metodologias que incentivem a empatia. Além dos relatos dos alunos, o evento contou com painéis técnicos que incluíram os promotores de Justiça Andreia Herminia Alliatti e Rodrigo Ballverdú Louzada. Também participaram gestores da Secretaria Estadual de Educação (Seduc-RS), da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e especialistas das áreas de pedagogia e psicologia, consolidando um debate técnico sobre a proteção infantojuvenil.

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