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Mohammed bin Salman teria incentivado Trump a manter guerra contra o Irã

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Mohammed bin Salman, príncipe herdeiro da Arábia Saudita, teria incentivado o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a manter a guerra contra o Irã, segundo reportagem publicada nesta segunda-feira, 24 de março de 2026. A informação foi atribuída pelo The New York Times a fontes ouvidas pelo jornal e surge em meio a declarações de Trump sobre negociações para encerrar o conflito travado desde o fim de fevereiro. De acordo com informações do g1 Mundo, autoridades sauditas negaram que o líder tenha defendido o prolongamento da guerra.

Para o Brasil, a escalada no Oriente Médio costuma ser acompanhada com atenção por causa do potencial impacto sobre o mercado internacional de petróleo e, por consequência, sobre os preços dos combustíveis. O tema também tem repercussão diplomática, já que o Itamaraty tradicionalmente defende soluções negociadas para conflitos na região.

Segundo o relato reproduzido pelo g1, Mohammed bin Salman teria defendido, em conversas telefônicas com Trump na semana passada, que o conflito representa uma “oportunidade histórica” para derrubar o regime dos aiatolás no Irã e redesenhar o equilíbrio geopolítico do Oriente Médio. Ainda conforme a publicação, o líder saudita teria argumentado que o Irã representa uma ameaça de longo prazo aos países do Golfo Pérsico.

O que o jornal disse sobre as conversas entre Salman e Trump?

De acordo com as fontes citadas pelo The New York Times, o príncipe herdeiro saudita teria afirmado a Trump que a ameaça iraniana só poderia ser eliminada com a derrubada do regime em Teerã. O jornal também relatou que Salman teria incitado o presidente norte-americano a autorizar ataques contra a infraestrutura energética iraniana.

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A revelação ocorre num momento em que Trump tem dito publicamente que seu governo negocia com o Irã uma forma de encerrar a guerra. O contraste entre a possibilidade de tratativas diplomáticas e o conteúdo atribuído às conversas privadas elevou a repercussão internacional do caso.

Como essa posição se relaciona com a visão de Israel sobre o conflito?

Segundo a reportagem citada, a posição atribuída a Mohammed bin Salman se aproxima da defendida pelo primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, no ponto em que ambos veem o Irã como uma ameaça de longo prazo. O texto, porém, destaca uma diferença entre os interesses dos dois países.

De acordo com o relato, Israel poderia considerar uma vitória caso Teerã se tornasse um Estado falido e instável. Já a Arábia Saudita, ainda segundo o jornal, avalia que esse cenário também poderia representar uma ameaça grave à própria segurança nacional. Assim, embora haja convergência na percepção de risco em relação ao Irã, haveria distinções sobre o desfecho considerado aceitável.

Esse tipo de divergência entre aliados e rivais regionais ajuda a explicar por que crises no Oriente Médio têm efeitos que vão além da segurança local. Para países importadores e grandes consumidores de energia, como o Brasil, oscilações no conflito podem afetar cadeias globais e pressionar custos logísticos.

Qual foi a resposta oficial da Arábia Saudita?

Autoridades sauditas ouvidas pelo jornal norte-americano rejeitaram a interpretação de que Mohammed bin Salman esteja incentivando Trump a prolongar a guerra. Em nota reproduzida pelo g1, o governo saudita afirmou manter uma posição de defesa de solução pacífica para o conflito.

“A Arábia Saudita sempre apoiou uma solução pacífica para este conflito, mesmo antes de ele começar”, afirmou o governo saudita, acrescentando que permanece em contato com a administração Trump.

Na mesma manifestação, o governo saudita disse que sua preocupação central é a proteção do território e da população diante dos ataques em curso. A nota também atribuiu ao Irã a responsabilidade pela escalada recente.

“Nossa principal preocupação hoje é nos defender dos ataques diários contra nosso povo e nossa infraestrutura civil. O Irã escolheu uma perigosa escalada em vez de soluções diplomáticas sérias”, disse o governo.

Quais são os principais pontos relatados até agora?

  • O The New York Times afirmou que Mohammed bin Salman teria defendido a continuidade da guerra contra o Irã.
  • As conversas com Donald Trump teriam ocorrido por telefone na semana passada.
  • O príncipe saudita teria descrito o momento como uma oportunidade histórica para derrubar o regime iraniano.
  • O jornal também disse que ele teria sugerido ataques à infraestrutura energética do Irã.
  • Autoridades sauditas negaram que o país esteja pressionando pela continuidade do conflito.

Até o momento, o conteúdo disponível apresenta a acusação jornalística baseada em fontes e a negativa oficial do governo saudita. Não há, no texto original, detalhamento adicional sobre provas apresentadas publicamente nem resposta direta de Trump às informações sobre essas conversas específicas.

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