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Microsoft Surface fica até 69% mais caro em quatro meses, aponta ZDNET

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Os preços de modelos da Microsoft Surface subiram fortemente nos últimos meses, em um movimento atribuído ao encarecimento de memória e armazenamento no mercado global de componentes. Segundo relato publicado em 15 de abril de 2026, a alta teria alcançado 69% em uma configuração do Surface Pro comprada quatro meses antes, enquanto análises da Gartner indicam pressão crescente sobre o setor de PCs ao longo de 2026. De acordo com informações da ZDNET, a elevação de custos na cadeia de suprimentos já afeta preços ao consumidor e pode reduzir a demanda por computadores, sobretudo nos modelos de entrada.

O texto da publicação afirma que os custos combinados de DRAM e SSD podem subir 130% até o fim de 2026, com a demanda de provedores de nuvem por infraestrutura voltada à inteligência artificial pressionando a oferta. Nesse contexto, a linha Surface aparece como uma das mais impactadas, enquanto a Apple, segundo a análise, teria encontrado uma forma de reduzir a exposição a esse aumento em seu MacBook Neo.

Por que os preços do Microsoft Surface subiram tanto?

A reportagem relata que um Surface Pro topo de linha comprado em dezembro de 2025, com processador Snapdragon X Elite, tela OLED, 32 GB de RAM e SSD de 1 TB, custou US$ 1.822,17 na ocasião, já com imposto, garantia estendida de quatro anos e desconto. Ao verificar o preço atual da mesma configuração, o autor encontrou um valor total de US$ 3.071,63, ainda sem a Type Cover, o que representaria uma alta de 69% em quatro meses.

Outros dispositivos da linha Surface também teriam registrado aumentos relevantes. O modelo de 12 polegadas com 16 GB de RAM e SSD de 256 GB, segundo o texto, agora parte de US$ 1.050, com desconto de US$ 50 na Amazon. No lançamento, há nove meses, esse mesmo equipamento podia ser encontrado por US$ 729, o que equivale a uma alta de 37%.

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A ZDNET informa que um porta-voz da Microsoft atribuiu os reajustes ao aumento recente nos custos de memória e de outros componentes. A declaração reproduzida pela publicação diz que a empresa está atualizando os preços em seu site para o portfólio atual de hardware Surface em razão dessas pressões na cadeia de suprimentos.

“Due to recent increases in memory and component costs, Surface is updating pricing on Microsoft.com for its current-generation hardware portfolio,” they said in an emailed statement. “We remain committed to delivering value to customers and partners while upholding our standards for quality and innovation.”

Como o aumento dos componentes afeta o mercado de PCs?

O artigo aponta que o mercado de computadores pessoais já enfrentava dificuldades antes desses reajustes. Com base em relatório da Gartner sobre embarques globais no primeiro trimestre, a publicação diz que o crescimento anual de 4% nas remessas de PCs foi inflado artificialmente pela formação de estoques antes de aumentos de preços esperados para o segundo trimestre.

Segundo a análise citada, a pressão vem da inflação dos preços de memória e da elevação dos custos de componentes DRAM e NAND flash, com impacto especialmente forte sobre produtos de margem menor. A Gartner projeta que o preço médio dos PCs aumente 17% até o fim de 2026, o que pode levar consumidores e empresas a adiar trocas de equipamentos e manter dispositivos por mais tempo.

  • Custos combinados de DRAM e SSD podem subir 130% até o fim de 2026
  • Preço médio dos PCs pode avançar 17% até o fim de 2026
  • Modelos de entrada abaixo de US$ 500 podem desaparecer até 2028
  • A penetração de PCs com foco em IA pode ser adiada até 2028

Ainda de acordo com o texto, a Microsoft nem apareceu entre os seis maiores fornecedores globais de PCs no levantamento citado, sendo agrupada na categoria “Outros”, que teria registrado queda de 4,6% nos embarques. Já a Apple, segundo estimativa mencionada pela Gartner, teve alta de 12,7% nas remessas globais no trimestre, impulsionada pela demanda pelo MacBook Neo.

Por que o MacBook Neo teria escapado dessa pressão?

A explicação apresentada na reportagem é que o MacBook Neo utiliza o chip A18 Pro da Apple com memória unificada integrada ao pacote do processador. Isso reduziria a dependência da empresa em relação à compra de memória no mercado aberto, ao contrário de fabricantes de PCs tradicionais, que seguem mais expostos à disparada de preços desses componentes.

O texto também destaca que o modelo da Apple não oferece opção de upgrade de memória e parte de uma configuração com 8 GB de RAM. Para a publicação, essa arquitetura ajudaria a sustentar um notebook de menor custo em um momento de forte pressão sobre peças essenciais para o setor. A análise sugere, por fim, que a alta dos componentes pode tornar menos viáveis os laptops mais baratos e dificultar a expansão de PCs voltados a recursos de inteligência artificial.

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