
O estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, inaugurou neste domingo (5 de abril) uma nova tela de proteção destinada ao setor da torcida visitante durante a partida entre Flamengo e Santos. A estrutura de segurança, que consiste em uma rede isolando o espaço destinado aos torcedores do time adversário, já estava instalada no local há algum tempo, porém, esta foi a primeira ocasião em que o equipamento foi efetivamente utilizado durante um confronto oficial.
De acordo com informações do GE Futebol, a decisão de colocar o equipamento em uso partiu do consórcio responsável por administrar o complexo esportivo, que é cogerido por Flamengo e Fluminense. A implementação definitiva dessa barreira física obedece a um planejamento estratégico estruturado em dois pilares principais: a manutenção do princípio da reciprocidade entre as equipes do futebol brasileiro e o cumprimento de diretrizes rigorosas de segurança estipuladas pelas autoridades.
Quais são os motivos do consórcio para a utilização da rede?
O primeiro fator determinante para a ativação da tela de proteção nas arquibancadas é o princípio da reciprocidade. A gestão do estádio busca equiparar as condições de recepção aos padrões encontrados nas casas de outros clubes que já utilizam esse tipo de barreira física para separar os torcedores. O objetivo é estabelecer um tratamento mútuo e padronizado no que diz respeito ao confinamento e à segurança das torcidas visitantes.
Para justificar essa medida, foram citados os exemplos de arenas modernas do futebol nacional que adotam o mesmo sistema de isolamento em seus setores de visitantes. Entre os casos mencionados estão o Allianz Parque, estádio do Palmeiras em São Paulo, e a Arena MRV, pertencente ao Atlético-MG, em Belo Horizonte. É importante ressaltar, contudo, que a Vila Belmiro, casa do Santos e equipe adversária da partida que marcou a estreia do equipamento no Rio de Janeiro, não possui nenhum tipo de proteção semelhante em suas arquibancadas.
Como a mudança impacta a capacidade e a segurança no estádio?
O segundo motivo fundamental para a implementação permanente do equipamento está diretamente ligado aos protocolos de segurança e à otimização do espaço interno do complexo esportivo. A utilização da rede atende a uma determinação oficial estabelecida pela Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ), que avalia os riscos e define as regras de separação entre as torcidas mandante e visitante nos dias de jogos de grande apelo.
Ao garantir o isolamento físico entre os setores, a medida possibilita a liberação de áreas que antes precisavam ficar vazias por questões de precaução e distanciamento. Com a presença da tela, o Flamengo obteve a autorização técnica para aumentar a capacidade do Setor Sul Inferior em dois mil lugares. Nesta configuração logística, a torcida visitante permanece alocada no Setor Sul Superior, completamente isolada pela nova rede divisória.
A medida será aplicada em partidas de outras equipes?
A estrutura de proteção não é uma exclusividade do setor destinado aos adversários do time rubro-negro. O planejamento do consórcio administrador abrange outras áreas do estádio, preparando o ambiente para os diferentes mandantes que utilizam o campo carioca e possuem suas próprias dinâmicas de organização de público.
O Setor Norte Superior, que tradicionalmente recebe a torcida visitante durante as partidas em que o Fluminense atua como mandante, também já conta com o equipamento de proteção devidamente instalado em suas arquibancadas. No entanto, a rede deste setor específico ainda não foi utilizada em nenhum compromisso oficial, aguardando as próximas definições conjuntas entre o clube tricolor, a administração do complexo e as forças de segurança pública.