Milhares de pessoas protestaram neste sábado, 28 de março de 2026, contra políticas do presidente Donald Trump em diversas cidades dos Estados Unidos, em atos do movimento No Kings. As manifestações ocorreram nos 50 estados e também em cidades fora do país, segundo os organizadores, que planejaram mais de 3,2 mil eventos. De acordo com informações da Agência Brasil, com base em reportagem da Reuters, os protestos criticam principalmente a política migratória do governo Trump e a participação dos EUA na guerra contra o Irã. O tema tem relevância para o Brasil porque decisões migratórias e de política externa dos Estados Unidos podem afetar brasileiros que vivem no país e influenciar a relação bilateral entre Brasília e Washington.
Os números oficiais de público ainda não haviam sido divulgados até a publicação da reportagem, mas a expectativa dos organizadores era de participação superior a 9 milhões de pessoas. Segundo o relato, a mobilização deste sábado buscava se consolidar como o maior protesto de um único dia na história do país. As manifestações se espalharam por cidades como Nova York, Washington, Atlanta, Chicago, Houston, Denver e São Francisco.
O que motivou os protestos contra Donald Trump?
Os atos foram organizados em reação a diferentes frentes da atuação do governo norte-americano. Entre os principais alvos das críticas estavam a política migratória da gestão Trump e o envolvimento dos Estados Unidos no conflito contra o Irã. Os protestos também aconteceram em meio a um novo chamado de mobilização contra o bombardeio do Irã por EUA e Israel, em um conflito que, segundo o texto original, já dura quatro semanas. Para o público brasileiro, o tema também acompanha debates recorrentes sobre imigração, vistos e permanência de estrangeiros em território norte-americano.
O movimento No Kings já havia realizado mobilizações anteriores. A primeira ocorreu em junho do ano passado e reuniu entre 4 milhões e 6 milhões de pessoas em cerca de 2,1 mil locais no país. A segunda foi realizada em outubro, com aproximadamente 7 milhões de participantes em mais de 2,7 mil locais, de acordo com os organizadores citados pela reportagem.
Onde as manifestações ocorreram e qual era a dimensão esperada?
Os organizadores informaram que mais de 3,2 mil eventos foram programados nos 50 estados norte-americanos, além de cidades fora dos Estados Unidos. Embora o número consolidado de participantes ainda não estivesse disponível, a estimativa prévia apontava para adesão superior a 9 milhões de pessoas.
- Mais de 3,2 mil eventos planejados
- Atos nos 50 estados dos EUA
- Manifestações também em cidades fora do país
- Expectativa de mais de 9 milhões de participantes
Em Minneapolis, o cantor Bruce Springsteen, crítico de Trump, reuniu uma multidão em um estádio. Em Manhattan, milhares de pessoas também participaram dos atos. O texto destaca ainda que os protestos alcançaram centros urbanos importantes em diferentes regiões do país.
Que repercussões políticas foram destacadas?
De acordo com a Reuters, citada pela Agência Brasil, os protestos ocorreram em um momento de queda na taxa de aprovação de Trump, que chegou a 36%, o nível mais baixo desde seu retorno à Casa Branca. A reportagem também afirma que, segundo os organizadores, houve aumento no número de eventos anti-Trump e de pessoas se inscrevendo para votar em estados fortemente republicanos, como Idaho, Wyoming, Montana e Utah.
O calendário político também ajuda a explicar o peso dos atos. No fim de 2026, os Estados Unidos terão eleições de meio de mandato, quando todos os deputados federais e parte do Senado serão renovados. Nesse contexto, os protestos são vistos pelos organizadores como uma forma de pressão política e de mobilização do eleitorado. Mudanças no equilíbrio político em Washington costumam ser acompanhadas no exterior, inclusive no Brasil, devido ao peso dos EUA em temas como comércio, imigração e política internacional.
O que disseram apoiadores e críticos das manifestações?
Em Manhattan, um dos organizadores, o ator Robert De Niro, afirmou:
“houve outros presidentes que testaram os limites constitucionais de seu poder, mas nenhum representou uma ameaça existencial tão grande às nossas liberdades e segurança”
Já o porta-voz do Comitê Nacional Republicano do Congresso, Mike Marinella, criticou o apoio de políticos democratas aos atos. Em comunicado, ele declarou:
“Esses comícios contra a América são onde as fantasias mais violentas e delirantes da extrema esquerda encontram um microfone e os democratas da Câmara recebem suas ordens”
Assim, os protestos deste sábado ampliam a tensão política nos Estados Unidos em um ano eleitoral relevante, com mobilização nacional, forte polarização e críticas concentradas tanto na agenda interna quanto na política externa do governo Trump.
