Luiz Inácio Lula da Silva revogou um decreto que previa a concessão dos rios Tapajós, Madeira e Tocantins à iniciativa privada, após intensos debates dentro do governo. A decisão foi tomada durante uma viagem oficial à Coreia do Sul, onde Lula foi convencido por ministros como Guilherme Boulos e Sônia Guajajara, que defendiam a revogação.
Por que o decreto foi revogado?
De acordo com informações do G1 Política, a revogação foi resultado de protestos que já duravam um mês, liderados por indígenas e ambientalistas. As manifestações ganharam força nas redes sociais, gerando uma repercussão negativa para o governo. Lula, inicialmente resistente, foi alertado sobre a pressão crescente e decidiu pela revogação após uma conversa com Boulos.
Como foi a reação dentro do governo?
O decreto gerou divisões dentro do governo. Enquanto Boulos e Guajajara eram favoráveis à revogação, ministros como Rui Costa e Carlos Fávaro defendiam a manutenção. Após a decisão de Lula, Boulos anunciou a revogação em uma coletiva de imprensa, o que desagradou setores como a Casa Civil e os ministérios da Agricultura e Portos e Aeroportos.
Qual foi a posição dos povos indígenas?
Os representantes indígenas rejeitaram qualquer concessão que limitasse a atuação da iniciativa privada na região. Após reuniões no Palácio do Planalto, ficou claro que não haveria acordo, levando Boulos e Guajajara a anunciar a decisão de revogação do decreto.
O que levou Lula a mudar de posição?
O aumento da pressão dos indígenas e a repercussão negativa nas redes sociais foram fatores decisivos para a mudança de posição de Lula. A decisão foi comunicada por Boulos após uma reunião com outros ministros, onde ficou evidente a divisão interna sobre o tema.