O presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve seu governo associado a uma campanha publicitária veiculada na televisão nos últimos dois dias, na qual há um pedido para que brasileiros denunciem postos de combustíveis que estejam cobrando preços considerados abusivos. Segundo a peça, a ação ocorre em meio às medidas anunciadas pelo governo federal para conter os impactos da guerra no Oriente Médio sobre os preços dos combustíveis e do gás de cozinha no Brasil. De acordo com informações do Poder360, o vídeo tem cerca de um minuto e também foi publicado no perfil @CanalGov, no X, e no canal do YouTube do Ministério das Cidades.
A propaganda afirma que o “Brasil agiu” diante da alta internacional dos combustíveis e orienta a população a ligar para o número 08009700267 caso identifique postos cobrando valores abusivos. A peça também menciona medidas como a zeragem de impostos federais sobre o diesel e o biodiesel, além do financiamento à importação e à produção nacional de combustíveis e do gás de cozinha.
O que diz a campanha divulgada pelo governo?
Na mensagem exibida, o governo sustenta que a guerra no Oriente Médio elevou os preços dos combustíveis em todo o mundo e que, por isso, adotou ações para reduzir os efeitos dessa pressão sobre os consumidores brasileiros. O vídeo diz ainda que os descontos previstos devem ser repassados obrigatoriamente ao consumidor final e afirma que parte dos postos e distribuidoras estaria elevando preços sem ter arcado com custos maiores.
“A guerra no Oriente Médio fez o preço dos combustíveis subir no mundo todo. Para proteger o bolso das famílias brasileiras, o governo do Brasil zerou os impostos federais sobre o diesel e, junto com os Estados, está financiando importação e a produção nacional do combustível. Tudo isso, claro, com repasse obrigatório do desconto para o consumidor. Mas aí vem o problema. Alguns postos e distribuidoras aumentam o preço dos combustíveis, mesmo sem pagar mais caro por eles. Por isso, o governo do Brasil apertou a fiscalização e criou penas mais duras para quem lucrar com a guerra em cima do povo. Viu o preço abusivo? Ligue 08009700267 e denuncie. O governo ainda zerou os impostos federais sobre o biodiesel, está financiando a importação do gás de cozinha e lançou uma série de medidas para segurar o preço das passagens aéreas. É trabalho firme para os efeitos da guerra não chegarem aqui.”
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O conteúdo da campanha tem tom de prestação de contas e busca destacar as iniciativas adotadas pelo Executivo para amortecer os efeitos externos sobre itens sensíveis do dia a dia, como diesel, gás de cozinha e passagens aéreas.
Quais medidas foram anunciadas pelo governo?
De acordo com a reportagem, o governo anunciou na terça-feira, 14 de abril de 2026, novas medidas de regulamentação do pacote voltado à redução dos impactos da guerra no Oriente Médio sobre os preços dos combustíveis e do gás de cozinha. Entre elas, está um decreto que exigirá transparência das importadoras para assegurar que a redução de custos chegue ao consumidor.
- zeragem de impostos federais sobre o diesel;
- zeragem de impostos federais sobre o biodiesel;
- financiamento da importação e da produção nacional de combustível;
- financiamento da importação do gás de cozinha;
- medidas para conter o preço das passagens aéreas;
- decreto para exigir transparência das importadoras.
A propaganda associa essas ações à necessidade de evitar que a alta internacional seja integralmente repassada ao mercado interno. Também informa que houve reforço na fiscalização e endurecimento de punições para quem, segundo a peça, lucrar com a guerra em prejuízo da população.
O que ainda não foi esclarecido sobre a campanha?
O Poder360 informou que procurou a Secom, a Secretaria de Comunicação Social, para questionar o custo da campanha, os meios de veiculação utilizados e o valor gasto na compra dos espaços publicitários. Segundo o veículo, não houve resposta até a publicação da reportagem.
Assim, permaneciam sem detalhamento, no momento da publicação original, pontos como o orçamento da ação publicitária, o alcance planejado da divulgação e os critérios de distribuição das inserções na mídia. O texto do Poder360 registra que a reportagem seria atualizada caso a Secom encaminhasse manifestação posterior.