INSS: Gilberto Waller atribui saída do cargo a divergências com Wolney Queiroz - Brasileira.News
Início Política & Poder INSS: Gilberto Waller atribui saída do cargo a divergências com Wolney Queiroz

INSS: Gilberto Waller atribui saída do cargo a divergências com Wolney Queiroz

0
8

O ex-presidente do INSS, Gilberto Waller, afirmou que sua saída do comando do instituto ocorreu por divergências com o ministro da Previdência, Wolney Queiroz, e não por causa da fila de benefícios. A declaração foi divulgada nesta quarta-feira, 15 de abril de 2026, em entrevista mencionada em reportagem do Poder360. Segundo Waller, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não demonstrou incômodo com a situação, e a mudança foi comunicada durante uma reunião sobre alterações no crédito consignado. De acordo com informações do Poder360, a servidora Ana Cristina Viana Silveira assumiu a presidência do instituto.

Waller deixou o cargo depois de 11 meses de gestão. Indicado por Lula no contexto das investigações sobre descontos indevidos em aposentadorias e pensões, ele disse que a fila de requerimentos foi usada como justificativa para sua demissão, mas atribuiu a decisão ao conflito com o ministro da Previdência.

O que Gilberto Waller disse sobre a demissão?

Ao relatar sua versão sobre a saída, Waller afirmou que nunca teve entendimento com Wolney Queiroz desde o início da relação entre os dois. Segundo ele, ainda em julho de 2025, o ministro já havia sinalizado ao presidente que gostaria de indicar outro nome para o cargo.

“A gente nunca se entendeu desde o início”

— Publicidade —
Google AdSense • Slot in-article

O ex-presidente também afirmou não guardar ressentimento pela saída. Na entrevista citada pela reportagem, ele declarou que não esperava ocupar a presidência do instituto em um período que classificou como especialmente difícil para o órgão.

“Nunca passou pela minha cabeça ser presidente do INSS, ainda mais no momento mais difícil pelo qual o órgão já passou”

Como ele avaliou sua gestão à frente do INSS?

Waller afirmou que tinha autonomia para atuar sem depender diretamente do ministério. Entre as medidas citadas por ele estão mudanças no crédito consignado, suspensão de bancos, punição de empresas e ações relacionadas à devolução de descontos associativos, conduzidas com apoio da AGU e da Casa Civil, segundo seu relato.

De acordo com o ex-presidente, a equipe vinha zerando semanalmente os pedidos com mais de 45 dias na fase administrativa. Ele destacou, porém, que a maior parte da fila depende de perícia médica, área que, segundo afirmou, está sob responsabilidade do ministério.

  • Em março, a gestão reduziu 400 mil requerimentos, segundo Waller;
  • Na primeira semana de abril, houve redução de mais 50.000 pedidos;
  • O INSS passou a receber cerca de 61.000 solicitações por dia;
  • A meta era encerrar 2026 sem acúmulo mensal e com fila em cerca de 1,3 milhão de pedidos.

Quais mudanças ocorreram no instituto durante a gestão?

Segundo a reportagem, Waller disse ter priorizado o combate a fraudes antes de avançar na meta de redução da fila. Ele mencionou o cancelamento de contratos, a punição de empresas e a troca da operadora da central telefônica 135 como parte desse processo.

Durante o período em que esteve à frente do órgão, também promoveu a substituição de superintendentes em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. De acordo com o texto original, essas mudanças atingiram nomes ligados a gestões anteriores e associados aos ex-ministros José Carlos Oliveira e Carlos Lupi.

O que pode acontecer a partir de agora?

O Ministério da Previdência avalia novas alterações em áreas como a Diretoria de Benefícios e a Procuradoria. Waller afirmou que eventuais trocas podem prejudicar o funcionamento do INSS. Ao comentar o cenário do órgão, destacou o porte da estrutura administrativa e o volume de recursos sob gestão, estimado em cerca de R$ 1 trilhão em pagamentos.

A troca no comando ocorre em meio ao debate sobre fila de requerimentos, combate a fraudes e reorganização interna do instituto. A manifestação de Waller acrescenta um componente político à mudança, ao associar sua saída a divergências com o ministro, e não ao desempenho operacional do órgão.

DEIXE UM COMENTÁRIO

Please enter your comment!
Please enter your name here

WhatsApp us

Sair da versão mobile