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Lula diz em Hanôver que Brasil quer liderar transição energética global

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira, 20 de abril, na abertura do pavilhão brasileiro da Feira Industrial de Hanôver, na Alemanha, que o Brasil quer assumir protagonismo global na transição energética e se consolidar como parceiro estratégico da Europa em inovação, indústria limpa e desenvolvimento sustentável. De acordo com informações da Revista Fórum, o discurso ocorreu diante de autoridades brasileiras e alemãs e buscou apresentar o país como uma potência energética com capacidade de competir internacionalmente.

Na fala, Lula defendeu uma nova posição do Brasil no cenário econômico internacional, associando o país à oferta de energia limpa, biocombustíveis e cooperação tecnológica. Segundo o presidente, a participação brasileira no evento também tem o objetivo de aprofundar relações com a Alemanha e ampliar oportunidades industriais, científicas e empresariais.

O que Lula disse sobre o papel do Brasil na transição energética?

Durante o discurso, o presidente afirmou que o Brasil quer se transformar em uma economia rica e deixar para trás a imagem de país pequeno no cenário global. Ele ressaltou a base tecnológica e intelectual brasileira e citou empresas nacionais como Petrobras e Embraer como exemplos da capacidade produtiva do país.

“O Brasil é um país que quer se transformar numa economia rica. Nós cansamos de ser tratados como um país pobre e um país pequeno.”

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Lula também declarou que o Brasil pretende ser uma potência mundial na transição energética e na oferta de combustível renovável. De acordo com o texto original, ele afirmou que cerca de 90% da matriz elétrica brasileira é renovável, o que colocaria o país em posição competitiva diante de outras economias industrializadas. Também mencionou a mistura de 30% de etanol na gasolina e de 15% de biodiesel no diesel.

Como o presidente relacionou energia limpa e competitividade industrial?

Ao tratar da competitividade brasileira, Lula propôs comparar as emissões dos combustíveis produzidos no Brasil com as de combustíveis usados em outros países, especialmente em veículos pesados, como caminhões. A argumentação apresentada no discurso foi a de que o país pode oferecer soluções de menor impacto ambiental para o transporte de carga e para a indústria.

“Vamos fazer uma comparação entre os combustíveis brasileiros e os combustíveis alemães ou qualquer outro combustível de outro país, para que a gente possa ver qual é o combustível que emite menos CO₂”.

Após a abertura do pavilhão brasileiro, o presidente visitou estandes de empresas brasileiras presentes no evento. O texto cita WEG, BE8, Vale, Volkswagen Brasil, Embraer e Bayer Brasil. Também foram apresentados dois caminhões movidos a biocombustível, entre eles um modelo da Mercedes-Benz abastecido com biodiesel verde.

  • Participação brasileira em seis pavilhões
  • Mais de 300 empresas envolvidas
  • 60 startups participantes
  • 140 expositores na feira

Qual foi a mensagem sobre cooperação entre Brasil e Alemanha?

Lula afirmou que a presença brasileira em Hanôver não se limita à exposição de produtos, mas busca aprendizado e construção conjunta de oportunidades industriais. Segundo o presidente, o país foi à Alemanha para conhecer novidades da indústria mundial, aprender com a capacidade tecnológica alemã e apresentar o que o Brasil pode compartilhar.

“Viemos aqui para aprender aquilo que a indústria mundial tem de novidade para o mundo. Segundo, aprender com a capacidade tecnológica e produtiva do povo alemão. Terceiro, mostrar aquilo que nós somos capazes de fazer e aquilo que a gente pode compartilhar e pode construir junto”.

Na mesma linha, o presidente defendeu o aprofundamento da parceria bilateral, com foco em investimentos, atividades empresariais conjuntas e cooperação entre universidades. A proposta apresentada no discurso é a de usar essa relação para impulsionar inovação, trocas científicas e novas cadeias produtivas ligadas à sustentabilidade.

Por que a participação do Brasil na feira foi destacada?

O texto informa que o Brasil volta a ser parceiro oficial da Feira Industrial de Hanôver após 46 anos. Considerada a maior feira industrial do mundo, a mostra é descrita como um espaço tradicional de exibição de avanços em automatização, digitalização, eletrificação industrial, sustentabilidade, energia limpa e inteligência artificial.

Além do simbolismo diplomático, a participação brasileira ocorre em um contexto de relações econômicas relevantes com a Alemanha. O país europeu é descrito no texto como a maior economia da Europa e o quarto maior parceiro comercial do Brasil, com fluxo comercial bilateral de US$ 20,9 bilhões no ano passado. O conteúdo também informa que a Alemanha é a sétima origem de investimentos diretos no Brasil, com estoque acumulado de US$ 44 bilhões.

“Depois da participação do Brasil nesta feira, a relação Alemanha e Brasil nunca mais será a mesma”.

Com isso, o discurso em Hanôver reforçou a estratégia de projetar o Brasil como ator relevante na economia verde e na indústria limpa, ao mesmo tempo em que buscou aproximar o país de parceiros europeus em inovação e desenvolvimento sustentável.

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