O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou nesta sexta-feira, 10 de abril de 2026, durante a inauguração da unidade Tamanduatehy da Universidade Federal do ABC, em Santo André, que a situação geopolítica global está complicada devido às ameaças feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Lula também mencionou uma peculiaridade cultural do Brasil, referindo-se ao ‘nordestino nervoso’, para ilustrar a capacidade de resistência do país.
De acordo com informações do Jovem Pan e da CNN Brasil, Lula enfatizou que, se Trump conhecesse um pernambucano ou sua própria descendência com Virgulino Ferreira da Silva, o cangaceiro Lampião, ele pensaria duas vezes antes de ameaçar o Brasil. “Se ele soubesse o que é um nordestino nervoso, ele não brigaria com o Brasil”, comentou Lula.
Qual a posição do Brasil na geopolítica global?
O presidente Lula reiterou que o Brasil não pretende se envolver em conflitos internacionais e frisou que o país busca a paz. Em suas palavras, “nós não queremos guerra, queremos paz. Queremos ter acesso à cultura, passear, estudar, namorar, brincar. Nós só queremos coisas boas. Quem quiser guerra, vai para o outro lado do planeta, porque aqui somos a terra da paz e do amor”.
A fala do presidente reflete o desejo do Brasil de manter uma postura pacífica no cenário internacional, mesmo diante das tensões e ameaças globais frequentemente protagonizadas por líderes de grandes potências.
Por que Lula menciona sua descendência?
O uso da imagem de Lampião, uma figura histórica notória por sua resistência e bravura, serve para simbolizar a força e a determinação do povo brasileiro. Lula ressaltou que, pela tradição de resistência e coragem dos nordestinos, Trump deveria ser cauteloso antes de emitir ameaças para o Brasil.
A menção à descendência de Lula se destina a ecoar um sentimento de orgulho e resiliência ao longo da história. Embora alegórico, o discurso procura transmitir uma mensagem de segurança e autoafirmação para o público nacional.
“Se ele soubesse da minha descendência com Lampião, ele tomaria muito cuidado…”, disse Lula.