O presidente Lula publicou neste sábado, 18 de abril de 2026, um trecho de um discurso feito em Barcelona, na Espanha, no qual citou o Papa Leão XIV para afirmar que a democracia corre o risco de se tornar uma “máscara para o domínio das elites econômicas e tecnológicas”. A fala ocorreu durante a Global Progressive Mobilisation, encontro que reuniu lideranças progressistas, ativistas e chefes de Estado na cidade espanhola. De acordo com informações do DCM, a publicação também incluiu críticas a políticos que, segundo o presidente, dizem estar ao lado do povo, mas governam para os mais ricos.
No trecho divulgado nas redes sociais, Lula afirmou que cabe aos progressistas “desmascarar essas forças” e criticou os que “se dizem patriotas”, mas colocam a soberania “à venda” e defendem sanções contra o próprio país. A manifestação foi apresentada no contexto de um discurso em que o presidente voltou a classificar a extrema-direita como uma ameaça concreta, e não apenas retórica.
O que Lula disse ao citar o Papa Leão XIV?
Segundo o texto publicado, Lula retomou uma afirmação atribuída ao Papa Leão XIV sobre os riscos enfrentados pela democracia. Ao comentar esse ponto, o presidente defendeu a necessidade de enfrentar grupos que, em sua avaliação, atuam em favor de elites econômicas e tecnológicas. O discurso foi usado para reforçar a crítica a setores que, segundo ele, adotam um discurso popular, mas governam em benefício dos mais ricos.
“O Papa Leão XIV disse que a democracia corre o risco de se tornar uma máscara para o domínio das elites econômicas e tecnológicas. Nosso papel é desmascarar essas forças.”
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No mesmo trecho, Lula também associou essa crítica a agentes políticos que, de acordo com sua fala, afirmam defender o povo, o patriotismo, a fé e a liberdade, mas agem de forma oposta a esses valores. O conteúdo foi divulgado pelo próprio presidente em publicação nas redes sociais neste sábado.
Em que contexto a declaração foi feita em Barcelona?
A fala ocorreu durante a primeira edição da Global Progressive Mobilisation, realizada em Barcelona no sábado, 18 de abril. De acordo com a reportagem original, o encontro reuniu mais de 5 mil pessoas, entre militantes, representantes de organizações e autoridades de diferentes países. O evento foi organizado com o objetivo de defender a democracia com justiça social e enfrentar o avanço de forças autoritárias de extrema-direita.
Horas antes, Lula também participou da 4ª Reunião de Alto Nível do Fórum em Defesa da Democracia, iniciativa lançada em 2024 por Brasil e Espanha. Em Barcelona, o encontro reuniu o primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez, além dos presidentes Gustavo Petro, Yamandú Orsi, Cyril Ramaphosa e Claudia Sheinbaum, assim como o ex-presidente chileno Gabriel Boric.
Quais outros temas apareceram no discurso?
Segundo a publicação, Lula também criticou a concentração de renda, classificou a meritocracia como “falácia”, voltou a defender a reforma da ONU e afirmou que o campo progressista precisa responder à desigualdade, às guerras e ao avanço do extremismo com coerência política e defesa do multilateralismo.
A reportagem também lembra que, na véspera, durante a Cúpula Brasil-Espanha, Lula havia declarado ao lado de Pedro Sánchez que Brasil e Espanha estão “na mesma trincheira” contra o que chamou de “promessas vazias do extremismo”.
- Data da publicação do trecho: sábado, 18 de abril de 2026
- Local do discurso: Barcelona, Espanha
- Evento citado: Global Progressive Mobilisation
- Tema central: defesa da democracia e crítica ao avanço da extrema-direita
No discurso mencionado pela reportagem, Lula ainda disse que, no Brasil, a extrema-direita “planejou um golpe de Estado” e “orquestrou uma trama que previa tanques na rua e assassinatos do presidente eleito, do vice-presidente e do presidente da Justiça Eleitoral”. A declaração foi apresentada como parte de sua argumentação sobre os riscos políticos enfrentados pelas democracias contemporâneas.