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Lenovo prevê alta de preços com crise de chips e amplia estoque global

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A Lenovo prevê alta de preços diante da crise global de memórias, cenário impulsionado pela demanda acelerada de data centers de inteligência artificial, segundo declarações de executivos da empresa divulgadas no sábado, 11 de abril de 2026. A fabricante afirma que ampliou estoques para reduzir riscos de interrupção na produção e diz que sua escala global ajuda nas negociações, embora não elimine o impacto do aumento de custos. De acordo com informações do Canaltech, a operação da companhia no Brasil também acompanha esse movimento.

A avaliação foi apresentada por Tatiana Sasaki, gerente sênior de produtos da Lenovo no Brasil, ao Podcast Canaltech. Segundo ela, o porte global da empresa funciona como um amortecedor nas negociações com fornecedores, mas não impede reajustes. A executiva afirmou ainda que a existência de uma fábrica no Brasil permite melhor planejamento de abastecimento de longo prazo, mesmo sem blindar a operação local das tendências de alta.

“Com o nosso relacionamento e pelo fato de termos mais de 25% de share global de mercado, isso ajuda nas nossas negociações”

“Aumento de custo é iminente para todo o mercado”

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Por que a Lenovo diz que a alta de preços é inevitável?

Segundo o texto original, a pressão vem da crise global de memórias, associada à demanda crescente de data centers voltados à inteligência artificial. Nesse contexto, fabricantes de tecnologia enfrentam custos maiores na cadeia de suprimentos. A estratégia da Lenovo, de acordo com Sasaki, foi reforçar estoques para reduzir o risco de desabastecimento e manter a produção em funcionamento.

O Canaltech informa ainda que a Lenovo encerrou o primeiro trimestre de 2025 na liderança global de embarques de PCs, com 15,2 milhões de unidades e 24,1% de participação de mercado. A posição, segundo o veículo, é mantida pela companhia desde 2013. No relato da executiva, esse peso global fortalece a capacidade de negociação da empresa em um ambiente de maior pressão sobre componentes.

Como a empresa relaciona essa estratégia ao mercado brasileiro?

A companhia afirma manter uma fábrica no Brasil, o que, segundo Sasaki, contribui para um planejamento mais amplo do abastecimento. Ainda assim, a executiva reconhece que a operação brasileira não está isolada das variações internacionais de custos. Em outras palavras, a estrutura local pode ajudar na organização da oferta, mas não elimina os efeitos da crise sobre os preços.

Além do tema ligado a componentes e custos, a Lenovo também apresentou avanços em sua estratégia de integração entre dispositivos da marca e da Motorola, empresa que integra o mesmo grupo desde 2014. O centro dessa proposta é o Kira, um assistente de inteligência artificial desenvolvido internamente para conectar os ecossistemas das duas marcas.

O que é o Kira e como a Lenovo pretende usá-lo?

De acordo com Hildebrando Lima, diretor de pesquisa, desenvolvimento e inovação da Lenovo, o objetivo é fazer com que os dispositivos antecipem comportamentos do usuário e assumam tarefas consideradas menos importantes. No exemplo citado no texto original, o sistema pode monitorar rotinas, acessar agenda e sugerir preparativos para viagens, como checagem de clima e identificação de pontos turísticos, antes de um pedido direto do usuário.

“A ideia é que os dispositivos antecipem ou prevejam o comportamento do usuário para que ele não precise cuidar de tarefas que são menos importantes”

Lima disse ao Canaltech que a expectativa é disponibilizar o Kira em praticamente todo o ecossistema Lenovo no Brasil em poucos meses, com novos produtos já incorporando a ferramenta de forma nativa. O executivo também mencionou iniciativas com SLMs, modelos de linguagem menores voltados a funções específicas.

Quais outros projetos de IA foram citados pela Lenovo?

Entre os exemplos mencionados por Lima estão o Trado, descrito como um modelo dedicado a monitoramento cardíaco e interpretação de sinais de Libras, e um projeto para detectar eventos de microclima em áreas de fronteira entre biomas brasileiros. Segundo o texto, a proposta busca contornar dificuldades causadas pela cobertura de nuvens no uso de satélites em tempo real. Para isso, a empresa instalou uma estação meteorológica em Indaiatuba, no interior de São Paulo, para gerar dados de treinamento.

O executivo também afirmou que há aplicações industriais em andamento. Um dos casos citados foi o de uma solução desenvolvida no Brasil e implantada em uma fábrica na Hungria para verificar, por visão computacional, se conexões internas de servidores foram montadas corretamente.

  • A Lenovo prevê aumento de custos em todo o mercado.
  • A empresa reforçou estoques para reduzir o risco de interrupções na produção.
  • A operação brasileira tem apoio de uma fábrica local para planejamento de abastecimento.
  • O Kira é apontado como eixo da integração entre Lenovo e Motorola.
  • Projetos de IA incluem monitoramento cardíaco, Libras, microclima e aplicações industriais.

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