O leilão de reserva de capacidade realizado em março de 2023 assegurou quase 20 gigawatts de disponibilidade, cumprindo seu objetivo principal de contratação. No entanto, a próxima etapa envolve desafios significativos na execução dos projetos e na absorção dos custos ao longo dos próximos anos. De acordo com informações da MegaWhat, Lívia Amorim, sócia da área de energia do Veirano Advogados, destacou o caráter excepcional do certame, devido tanto ao volume contratado quanto às dificuldades enfrentadas até sua realização.
Com projeções indicando que, após 2028, mais de 90% dos cenários analisados preveem déficit de capacidade, a decisão de não adiar a contratação foi reforçada, apesar das críticas ao modelo do certame.
Quais são os desafios na implementação após o leilão?
A implementação do leilão enfrenta desafios relacionados à habilitação, garantias financeiras e a execução dos projetos. A contratação em bloco de grande volume concentra riscos significativos na fase seguinte, com questionamentos sobre a capacidade de alguns agentes em cumprir todas as exigências. Isso pode resultar em movimentações no mercado secundário ou até mesmo em desistências.
Qual o impacto econômico do leilão de capacidade?
Do ponto de vista econômico, a contratação representa um compromisso de R$ 40 bilhões anuais durante os próximos 15 anos. Esta quantia eleva preocupações quanto à pressão sobre as tarifas e a viabilidade financeira dos envolvidos.
O sucesso do leilão é visto como um passo positivo para a segurança energética do país, mas os custos envolvidos continuam a ser uma preocupação considerável para o setor.