O julgamento dos supostos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco começa nesta terça-feira, 24 de fevereiro, na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). As sessões estão programadas para ocorrer durante a manhã e a tarde, com continuidade na quarta-feira pela manhã. O relator do caso é o ministro Alexandre de Moraes. De acordo com informações da Agência Brasil, os réus incluem Domingos Brazão, ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro, seu irmão Chiquinho Brazão, ex-deputado federal, Rivaldo Barbosa, delegado da Polícia Civil do Rio de Janeiro, e Ronald Paulo de Alves, ex-policial militar. O ex-assessor do TCE, Robson Calixto Fonseca, também responde pelo crime de organização criminosa junto com os irmãos Brazão.
Por que o caso está no STF?
Embora crimes contra a vida sejam geralmente julgados pelo Tribunal do Júri, o caso foi levado ao Supremo porque Chiquinho Brazão era deputado federal na época do homicídio. A Polícia Federal assumiu a investigação em 2023, após anos sem solução sobre os mandantes do crime. A vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes foram assassinados em 2018, no centro do Rio de Janeiro. A investigação contou com a colaboração premiada do ex-policial militar Ronnie Lessa, autor dos disparos.
Qual é a acusação contra os réus?
Segundo a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), os irmãos Brazão planejaram o crime porque a atividade política de Marielle atrapalhava seus planos em áreas controladas por milícias no Rio de Janeiro. Eles teriam recebido apoio do ex-delegado Rivaldo Barbosa, que comandava a Polícia Civil na época, com a obstrução das investigações. O ex-PM Ronald Paulo Alves foi acusado de monitorar e repassar informações sobre a movimentação de Marielle.
“A atividade política de Marielle atrapalhava os planos deles em áreas controladas por milícias no Rio”, afirma a denúncia.
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Fonte original: Agência Brasil
