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Jerusalém terá missas da Semana Santa a portas fechadas, diz cardeal

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As celebrações da Semana Santa na Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém, serão realizadas a portas fechadas, sem público, afirmou nesta terça-feira, 31 de março de 2026, o patriarca latino de Jerusalém, Pierbattista Pizzaballa, após ter sido impedido pela polícia israelense de entrar no templo no Domingo de Ramos, em 29 de março de 2026. De acordo com informações do g1 Mundo, a medida ocorre em meio a restrições de segurança impostas por Israel em razão da guerra com o Irã.

Segundo o relato, as forças policiais barraram o cardeal ao alegar motivos de segurança. Após a repercussão internacional do caso, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou que o patriarca latino teria “acesso completo e imediato” à igreja. Para os cristãos, o Domingo de Ramos marca o início da Semana Santa, período que relembra os últimos dias de Jesus Cristo em Jerusalém antes da crucificação e da ressurreição celebrada na Páscoa. A decisão também repercute entre peregrinos estrangeiros, inclusive brasileiros que costumam viajar à Terra Santa neste período litúrgico.

Como serão realizadas as celebrações da Semana Santa em Jerusalém?

Pizzaballa afirmou que os ritos religiosos serão mantidos, mas com acesso restrito. As cerimônias ocorrerão internamente, sem a presença de público, com participação de uma comunidade local e de algumas outras pessoas. A igreja também pretende transmitir ao vivo todas as celebrações da Páscoa, o que pode permitir o acompanhamento por fiéis de outros países, como o Brasil.

“A liturgia da Semana Santa será celebrada internamente, a portas fechadas, sem público, com uma comunidade local e algumas outras pessoas”.

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A Igreja do Santo Sepulcro ocupa um dos locais mais sagrados do cristianismo. Segundo a tradição cristã, foi ali que Jesus Cristo foi crucificado, sepultado e depois ressuscitou. Por isso, as restrições impostas ao acesso ao templo têm forte repercussão religiosa e simbólica.

O que disseram as autoridades religiosas e o governo de Israel?

Ao comentar o episódio do Domingo de Ramos, Pizzaballa disse que houve inicialmente “alguns mal-entendidos” com a polícia, mas afirmou que a atuação dos agentes foi “muito respeitosa”. Ele também declarou que um diálogo com as autoridades israelenses foi estabelecido rapidamente para tentar resolver o impasse.

O custódio da Terra Santa, padre Francesco Ielpo, que também foi impedido de entrar na Igreja do Santo Sepulcro naquele dia, classificou o caso como um episódio doloroso para cristãos em todo o mundo. Depois de ser barrado, ele afirmou que a situação pode servir para reforçar, no futuro, o respeito à liberdade de culto de todas as religiões.

“É sobre este princípio que desejamos continuar construindo o diálogo e a cooperação com as autoridades, convencidos de que o respeito mútuo é a base de uma convivência autêntica e da proteção dos lugares santos, que não pertencem apenas a esta terra, mas a toda a humanidade”.

Em nota, o gabinete de Netanyahu afirmou que “não houve qualquer intenção maliciosa, apenas preocupação com a segurança dele (Pizzaballa)”. A declaração veio após críticas internacionais ao impedimento de entrada do cardeal na igreja.

As restrições afetaram apenas os cristãos?

Não. De acordo com o texto original, as restrições policiais neste ano também impactaram celebrações de muçulmanos e judeus. A Mesquita de Al-Aqsa, em Jerusalém, ficou praticamente vazia durante o Ramadã, enquanto poucos fiéis foram ao Muro das Lamentações com a aproximação do Pessach, na quarta-feira.

Moradores da Cidade Velha e autoridades religiosas, porém, afirmaram que a fiscalização não foi aplicada de maneira uniforme. Segundo esses relatos, pregadores muçulmanos do Waqf conseguiram entrar na Mesquita de Al-Aqsa durante o Ramadã e o Eid al-Fitr. Também houve acesso de funcionários da limpeza ao Muro das Lamentações para a remoção anual de inscrições de oração antes da Páscoa judaica.

  • As missas da Semana Santa serão realizadas sem público.
  • A igreja tentará transmitir ao vivo as celebrações da Páscoa.
  • Israel atribuiu as restrições a motivos de segurança.
  • Autoridades religiosas questionaram a aplicação desigual das medidas.

O texto também relata que, no domingo, frades franciscanos e fiéis foram autorizados a entrar em outro santuário da Cidade Velha para celebrar o Domingo de Ramos. Uma fotografia da Reuters mostrou cerca de uma dúzia de pessoas em oração e carregando ramos de palmeira, o que reforçou as críticas de moradores e líderes religiosos sobre a inconsistência na aplicação das restrições.

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