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Jack White critica plano de Trump para assinar cédulas dos EUA

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Jack White discursando em um palco iluminado, segurando um microfone e gesticulando com expressão séria.
Foto: Michael Vadon / flickr (by-sa)

Jack White criticou o plano do governo de Donald Trump de incluir a assinatura do presidente em novas cédulas de papel dos Estados Unidos, medida citada em meio a preocupações econômicas e à alta no preço dos combustíveis. A manifestação foi feita em uma publicação no Instagram divulgada na quinta-feira, 27 de março de 2026, na qual o músico associou a proposta ao cenário de pressão financeira enfrentado por trabalhadores e ao impacto da ofensiva militar dos EUA contra o Irã. Para o leitor brasileiro, o tema chama atenção por envolver a economia dos Estados Unidos, principal referência global para mercados, câmbio e preços internacionais de combustíveis. De acordo com informações da NME, a mudança romperia com a prática tradicional de exibir nas notas apenas as assinaturas do secretário do Tesouro e do tesoureiro.

Segundo a reportagem, a proposta faria com que, pela primeira vez, a assinatura de um presidente em exercício aparecesse em cédulas de papel no país. White reagiu com ironia ao anúncio e afirmou que a iniciativa ocorre em um momento de agravamento das pressões econômicas, especialmente com a elevação dos preços da gasolina relacionada, em sua avaliação, à ação militar conduzida por Trump no Oriente Médio. Como o petróleo é cotado internacionalmente e oscilações geopolíticas costumam repercutir em vários países, crises desse tipo também são acompanhadas de perto no Brasil.

O que Jack White disse sobre a medida?

Na publicação reproduzida pela NME, o artista usou tom sarcástico para atacar a decisão. Ele escreveu:

“Ah, quanta humildade! Mas por que parar por aí, Donnie? Por que você não usa suas mãos pequenas para sancionar uma lei para que seu rosto laranja, tão severo, apareça também na frente da nota de cem dólares?”

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Em seguida, White relacionou o plano à situação econômica e fez novas críticas ao presidente. A fala citada pela reportagem diz:

“Agentes da TSA estão vendendo plasma para pagar o aluguel enquanto ele tira o dia de folga, trapaceia no golfe e bombardeia outros países por diversão. Os preços da gasolina estão disparando enquanto uma crise mundial que ELE causou se intensifica no Oriente Médio; é o momento perfeito para fazer piada na Fox ‘News’, visitar Graceland e sancionar uma lei para colocar sua assinatura inchada e arrogante em toda a moeda dos EUA!”

O músico também criticou o que classificou como inação do Congresso e questionou a fiscalização sobre empreendimentos comerciais ligados a Trump, mencionando produtos de marca como Bíblias, moedas comemorativas e sapatos. A reportagem informa que White sugeriu, de maneira irônica, que americanos poderiam riscar a assinatura presidencial nas novas notas, ao mesmo tempo em que reconheceu que danificar moeda dos EUA é contra a lei.

Por que a crítica ganhou repercussão política?

A declaração se soma a uma série de manifestações públicas de White contra o governo Trump. De acordo com a NME, no mês anterior o músico já havia usado as redes sociais para criticar a ofensiva militar do presidente contra o Irã, apresentada sob o argumento de mudança de regime.

A reportagem também relembra outros episódios recentes de atrito entre os dois. White teria defendido a retirada de Trump do cargo após a divulgação, em conta de rede social do presidente, de um meme racista retratando Barack e Michelle Obama como macacos. Em agosto do ano anterior, o músico classificou a reforma do Salão Oval como “vulgar, dourada e espalhafatosa”, enquanto a Casa Branca respondeu chamando o artista de “perdedor ultrapassado”.

O que muda nas cédulas dos Estados Unidos?

Segundo o texto original, a principal mudança apontada é a inclusão da assinatura do presidente nas novas notas de papel. Até aqui, a tradição nas cédulas dos EUA é a presença de duas assinaturas:

  • secretário do Tesouro;
  • tesoureiro dos Estados Unidos.

Se implementada como descrito na reportagem, a proposta adicionaria um elemento inédito ao dinheiro em circulação emitido durante um mandato presidencial em curso. O texto, porém, trata a iniciativa como um plano do Departamento do Tesouro, órgão responsável pela política fiscal federal e pela emissão de moeda no país, e não detalha prazo de adoção nem etapa formal de implementação.

A repercussão da fala de White ocorre, portanto, na interseção entre política, economia e cultura pop. O artista usou sua visibilidade para questionar não apenas o simbolismo da assinatura nas cédulas, mas o momento em que a medida é discutida. Já a reportagem da NME enquadra a controvérsia como mais um capítulo do embate público entre o ex-vocalista do White Stripes e Trump.

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