O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, anunciou nesta terça-feira (3.mar.2026) que as Forças Armadas israelenses ocuparão novos pontos estratégicos no território libanês. A medida foi comunicada um dia após o início dos bombardeios contra o Hezbollah no sul do Líbano. O objetivo da ação é impedir ataques às comunidades israelenses próximas à fronteira. De acordo com informações do Poder360, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu também autorizou o Exército a avançar sobre o Líbano. Os militares israelenses confirmaram o posicionamento de soldados em diversas localidades no sul libanês.
A justificativa apresentada pelas autoridades israelenses é a proteção das populações civis que vivem nas áreas fronteiriças de Israel. Desde novembro de 2024, Israel já mantinha presença militar em cinco pontos do território libanês, resultado de um cessar-fogo estabelecido naquela data. O Exército israelense informou que seus soldados estão mobilizados em “vários pontos” adicionais na região fronteiriça.
As autoridades israelenses descrevem a ação como uma medida tática de segurança. O tenente-coronel Nadav Shoshani, porta-voz internacional das Forças Armadas, declarou à imprensa estrangeira:
“Não é uma operação terrestre. É uma medida tática destinada a garantir a segurança do nosso povo”
— Publicidade —Google AdSense • Slot in-article
. A presença militar israelense em território libanês deve se manter enquanto as autoridades considerarem necessário para a proteção das comunidades fronteiriças.
## Quantos pontos estratégicos Israel irá ocupar no Líbano?
Israel não divulgou detalhes sobre quantos novos pontos estratégicos serão ocupados além dos cinco já mantidos desde 2024. Também não há informações disponíveis sobre o número de soldados mobilizados para a operação ou sobre a duração prevista para a presença militar israelense nesses novos pontos no território libanês.
## Qual a relação com o ataque dos EUA ao Irã?
Estados Unidos e Israel iniciaram uma campanha militar conjunta contra o Irã no sábado (28.fev). A operação resultou na morte do líder supremo da República Islâmica, Ali Khamenei. Em resposta, Teerã realizou bombardeios em todo o Golfo e contra Israel.
O ataque dos EUA ao Irã ocorreu após semanas de tensão entre os dois países. Em 19 de fevereiro, Donald Trump afirmou que, em até dez dias, saberia se deveria dar “um passo adiante” em relação a um ataque contra o país persa. Posteriormente, declarou que todos, incluindo o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, Dan Caine, consideram que uma eventual guerra contra o Irã resultaria em uma “vitória fácil” dos norte-americanos.
## Quais foram as declarações de Trump sobre o Irã?
No discurso do Estado da União, em 24 de fevereiro, Trump disse que os EUA ainda não tinham ouvido o Irã pronunciar “aquelas palavras mágicas: ‘nunca teremos uma arma nuclear’”. No pronunciamento, o presidente norte-americano afirmou que o regime persa “já desenvolveu mísseis que podem ameaçar a Europa e as nossas bases no exterior, e está trabalhando para construir mísseis que, em breve, chegarão aos EUA”.
As declarações de Trump foram feitas enquanto o país realizava conversas diplomáticas com o Irã, que não resultaram em acordo. Uma autoridade sênior do Irã disse à Reuters que o país estaria disposto a fazer concessões aos EUA se os norte-americanos reconhecessem o seu direito de enriquecer urânio para fins pacíficos e suspendessem as sanções econômicas.
- Leia mais sobre o ataque de Israel e dos EUA ao Irã:
- Israel mira alvos do Hezbollah em ataques contra Irã e Líbano
- Trump diz que EUA têm suprimentos para “guerra para sempre”
- 59% dos norte-americanos desaprovam operação militar contra o Irã
- Em ligação entre chanceleres, China reforça apoio à soberania do Irã
- Irã ataca bases dos Estados Unidos no Oriente Médio