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Irã avalia liberar rota alternativa em Ormuz pelo lado de Omã, diz Reuters

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O Irã avalia permitir que navios voltem a circular pelo lado de Omã no estreito de Ormuz, segundo informações divulgadas na quarta-feira, 15 de abril de 2026, em meio às negociações com os Estados Unidos para evitar a retomada do conflito na região. De acordo com informações da Poder360, com base em relato da Reuters, a proposta foi apresentada durante contatos diplomáticos e prevê a passagem de embarcações pelo lado omanense da via marítima sem risco de ataque, desde que haja um acordo que impeça novo agravamento da crise.

O estreito de Ormuz é uma rota estratégica por onde passa cerca de um quinto do fornecimento global de petróleo e gás. A passagem está praticamente bloqueada desde 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel iniciaram a ofensiva contra o Irã. A via chegou a ser reaberta brevemente em 8 de abril, após o anúncio de uma trégua entre Washington e Teerã, mas voltou a ser fechada menos de 24 horas depois, depois de iranianos afirmarem que o entendimento havia sido violado.

Por que o estreito de Ormuz voltou ao centro da crise?

No domingo, 12 de abril, o Comando Central dos EUA anunciou que bloquearia a via marítima para todas as embarcações. As restrições passaram a valer na segunda-feira, 13 de abril. Ainda assim, segundo o texto original, o Irã seguia permitindo a passagem de alguns navios, especialmente de países aliados.

A proposta em análise agora, segundo a Reuters, seria uma alternativa para restabelecer parte da navegação comercial sem retirar o estreito do contexto de tensão militar e diplomática. O arranjo dependeria de um acordo mais amplo entre os dois países para impedir a retomada dos confrontos.

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O que o Irã disse sobre cobrança para travessia?

Teerã também fala em cobrar pedágio das embarcações que cruzarem o estreito. No sábado, 11 de abril, o chefe da Comissão de Segurança do Parlamento do Irã, Ebrahim Azizi, afirmou que os navios que quiserem passar por Ormuz deverão pagar e declarou que o governo deve gerenciar e controlar a entrada no estreito com base nos interesses nacionais.

Além disso, o Instituto para o Estudo da Guerra, ligado aos EUA, avaliou que o Irã estaria se aproveitando da existência de um número desconhecido de minas navais instaladas na região para forçar navios a utilizar uma rota em suas águas territoriais. Segundo o instituto, essa estratégia permitiria ao país cobrar valores das embarcações em troca de proteção contra ataques.

O que dizem as regras do direito marítimo?

De acordo com o instituto norte-americano citado no texto, a prática de cobrar essas taxas seria ilegal à luz do direito marítimo. O argumento é que nenhum Estado que faça fronteira com um estreito tem permissão para restringir o tráfego ou cobrar tarifas, conforme a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar.

Os principais pontos relatados no texto são os seguintes:

  • o estreito de Ormuz segue como rota central para petróleo e gás;
  • a passagem foi brevemente liberada em 8 de abril e voltou a ser fechada em menos de 24 horas;
  • os EUA anunciaram bloqueio da via em 12 de abril, com restrições em vigor desde 13 de abril;
  • o Irã avalia liberar a navegação pelo lado de Omã se houver acordo para evitar novo conflito;
  • Teerã também mencionou a possibilidade de cobrar pedágio de embarcações.

Como terminaram as negociações entre Irã e Estados Unidos?

Segundo a Reuters, delegações norte-americana e iraniana se reuniram em Islamabad, no Paquistão. No entanto, os dois países deixaram a capital paquistanesa no sábado, 11 de abril, sem chegar a um acordo.

Assim, a possível liberação de uma rota alternativa em Ormuz aparece, até o momento, como uma proposta em discussão, condicionada ao avanço das negociações e à manutenção de um entendimento que impeça a volta imediata das hostilidades na região.

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