Inteligência artificial foi definida pelo escritor e palestrante Vagner Cassol como “o melhor inimigo” por provocar mudanças na forma de trabalhar e lidar com a tecnologia. A declaração foi feita na quinta-feira, 16 de abril, durante o Encontro Regional de TIC do Sistema S, realizado em Palmas, no Tocantins, com organização da Network Eventos. Segundo Cassol, a IA gera receio e dúvidas sobre uso, mas deve permanecer como parte do cotidiano profissional e institucional.
De acordo com informações do Convergência Digital, Cassol participou do encontro a partir da experiência acumulada em 28 anos na área de tecnologia da informação e do lançamento do livro “Inteligência Artificial: Meu melhor Inimigo”. Servidor do Senac Tocantins, ele apresentou sua avaliação sobre os impactos da tecnologia em setores como trabalho, gestão de dados e agronegócio.
Por que Vagner Cassol chama a IA de “melhor inimigo”?
Ao explicar a expressão, Cassol afirmou que a inteligência artificial tem um caráter provocativo, capaz de tirar pessoas e organizações da zona de conforto. Na avaliação dele, a tecnologia exige adaptação e aprendizado, mesmo diante de resistências e incertezas sobre seus efeitos práticos.
“Por isso, defino a IA como nosso melhor inimigo. A IA é provocativa. Ela remonta uma nova era do Fogo. Quando o fogo surgiu, erros aconteceram, florestas foram destruídas, pessoas se queimaram. A IA é assim. Muita gente tem medo, muita gente quer usar, muita gente não sabe usar. Mas ela veio para ficar”, afirmou.
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A comparação com o fogo foi usada por Cassol para destacar que novas tecnologias podem trazer riscos, erros e transformações profundas ao mesmo tempo. No relato apresentado no evento, a IA aparece como uma ferramenta que já está em processo de incorporação por empresas e instituições, ainda que parte dos usuários não saiba plenamente como utilizá-la.
O que ele disse sobre dados e o papel do Sistema S?
Cassol também afirmou que o Sistema S possui o maior banco de dados da América Latina e avaliou que essas informações estão sendo direcionadas às grandes empresas de tecnologia. A partir disso, defendeu uma revisão do modelo adotado atualmente pelas instituições.
“Temos que repensar o nosso modelo. Atuamos ainda como colônia”, advertiu.
No evento, essa observação foi associada ao debate sobre soberania de dados e uso estratégico de informações produzidas por entidades brasileiras. O texto original não detalha propostas concretas para essa mudança, mas registra a crítica do palestrante ao formato atual de circulação desses dados.
Como a IA pode afetar empregos e setores econômicos?
Em entrevista ao Convergência Digital, Cassol declarou que a inteligência artificial não vai substituir pessoas, mas poderá substituir cargos. A fala indica uma leitura de que a transformação tende a recair sobre funções e estruturas de trabalho, e não necessariamente sobre a eliminação completa da atuação humana.
Ele também relacionou a IA às mudanças em curso no agronegócio, apontando que o setor vive uma revolução com o avanço dessas ferramentas. No material publicado pela fonte, a referência é à consolidação da tecnologia de precisão no campo.
- IA como fator de mudança nas funções de trabalho
- Uso crescente da tecnologia por pessoas que ainda aprendem a operá-la
- Debate sobre dados do Sistema S e big techs
- Avanço da tecnologia de precisão no agronegócio
A participação de Vagner Cassol no encontro reforça um debate recorrente no setor de tecnologia: como incorporar a inteligência artificial de forma prática, crítica e alinhada às necessidades de cada organização. No texto da fonte, o palestrante sustenta que o desafio não é apenas aderir à novidade, mas compreender seus efeitos sobre trabalho, produção de conhecimento e uso de dados.