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Inpe desenvolve tecnologia para ajudar exportadores a cumprir lei antidesmatamento da UE

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O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) desenvolveu uma nova tecnologia para mapear o desmatamento em polígonos de meio hectare, atendendo aos requisitos da nova regulamentação da União Europeia sobre produtos livres de desmatamento. De acordo com informações do Mongabay Brasil, a tecnologia visa auxiliar exportadores a comprovar que seus produtos não são provenientes de áreas desmatadas após 31 de dezembro de 2020.

Como o Inpe está enfrentando os desafios climáticos?

Dezembro marca o início da estação chuvosa na Amazônia, dificultando o rastreamento do desmatamento devido à alta incidência de nuvens. Para contornar esse problema, o Inpe criou o Brazil Data Cube, que captura imagens de sensoriamento remoto para gerar dados sem nuvens. “É um período em que chove muito, tem sempre muita nuvem. Então, é muito difícil conseguir imagens de boa qualidade”, afirmou Cláudio Almeida, coordenador do Programa de Monitoramento BiomasBR do Inpe.

Qual é o impacto da nova tecnologia para os exportadores?

O mapa foi desenvolvido a pedido do Ministério da Agricultura e Pecuária e está disponível desde dezembro de 2025. A plataforma Agro Brasil + Sustentável integra bancos de dados oficiais para gerar informações sobre a sustentabilidade da produção agropecuária. “A gente precisava ofertar uma ferramenta pública, universal, de custo livre para os produtores”, disse Lara Line Pereira de Souza, coordenadora-geral de produção vegetal do Mapa.

Quais são as preocupações do setor agrícola?

André Nassar, presidente-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), destacou que as empresas exportadoras de soja já estavam se preparando para atender aos requisitos da EUDR. No entanto, há preocupações sobre a aceitação da documentação pelas autoridades europeias. “A grande questão que virou chave para nós é a comprovação de legalidade”, afirmou Nassar.

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