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Influenza A eleva hospitalizações por SRAG no país, aponta boletim da Fiocruz

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Paciente recebendo atendimento médico em leito hospitalar, com foco em equipamentos de monitoramento de saúde.
Reprodução / agenciabrasil.ebc.com.br

As hospitalizações por Influenza A têm aumentado no Brasil e ajudam a impulsionar a alta dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), segundo a nova edição do boletim InfoGripe, divulgada na sexta-feira, 27 de março de 2026, no Rio de Janeiro, pela Fiocruz, fundação vinculada ao Ministério da Saúde. De acordo com informações da Agência Brasil, o avanço também está associado ao crescimento das internações por rinovírus e vírus sincicial respiratório, em um cenário de aumento nacional nas últimas seis semanas.

O levantamento informa que todos os estados do país apresentam sinal de alta no número de casos de SRAG na tendência de longo prazo. Entre os vírus que mais pressionam esse crescimento, o rinovírus aparece com destaque em grande parte das unidades da federação, especialmente entre crianças e adolescentes de dois a 14 anos.

O que o boletim da Fiocruz mostra sobre o avanço da SRAG?

Segundo o InfoGripe, sistema da Fiocruz que monitora casos de síndrome respiratória aguda grave no país, a elevação dos casos ocorre em escala nacional e reflete o aumento das hospitalizações relacionadas a diferentes vírus respiratórios. No caso da Influenza A, o boletim aponta um crescimento acelerado das internações em diversos estados.

A pesquisadora do InfoGripe, Tatiana Portella, destacou a importância da vacinação para os grupos mais vulneráveis.

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“Além disso, em caso de sintomas de gripe ou resfriado, o ideal é fazer isolamento dentro de casa, mas, se não for possível, recomendamos sair usando máscara para evitar transmitir o vírus para outras pessoas”

Quais grupos concentram maior risco, segundo os dados?

De acordo com a Fiocruz, a incidência e a mortalidade por SRAG são mais elevadas entre crianças pequenas, quadro associado principalmente ao vírus sincicial respiratório e ao rinovírus. Já entre os idosos, a mortalidade é maior e tem como principais causas a Covid-19 e a Influenza A.

O boletim também indica diferenças por faixa etária na circulação dos vírus respiratórios. A incidência de Covid-19 é mais alta em crianças pequenas e idosos, enquanto a de Influenza A se concentra principalmente em crianças de até quatro anos e em pessoas idosas.

Quais medidas foram recomendadas para conter as hospitalizações?

Tatiana Portella alertou que pessoas com maior risco de agravamento, como idosos, imunocomprometidos e crianças, devem tomar a vacina contra influenza nos postos de saúde. A recomendação busca frear o crescimento das hospitalizações pelo vírus em diferentes estados brasileiros.

A pesquisadora também orienta o uso de máscara em locais fechados e com maior aglomeração, especialmente para grupos de risco. Em caso de sintomas gripais ou de resfriado, a orientação é manter isolamento em casa sempre que possível. Se isso não puder ser feito, a recomendação é sair de máscara para reduzir a transmissão.

  • Vacinação contra influenza para grupos de maior risco
  • Uso de máscara em ambientes fechados e cheios
  • Isolamento domiciliar em caso de sintomas
  • Uso de máscara ao sair, se o isolamento não for possível

Os dados reforçam um quadro de maior circulação de vírus respiratórios no país, com impacto mais intenso sobre crianças e idosos. O boletim da Fiocruz serve como alerta para a adoção de medidas preventivas e para a procura pela vacinação, especialmente entre as populações mais vulneráveis ao agravamento da doença.

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