A inflação apresentou comportamentos distintos entre as faixas de renda em janeiro, conforme dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), fundação pública federal vinculada ao Ministério do Planejamento e Orçamento. Enquanto as famílias de renda muito baixa, que recebem menos de R$ 2.999,82, enfrentaram uma aceleração de 0,14% para 0,31%, as de renda alta, com ganhos superiores a R$ 22.998,22, viram a taxa recuar de 0,51% para 0,18%. De acordo com informações do Ipea, essa variação foi divulgada em relatório publicado pelo instituto.
Quais fatores influenciaram a inflação?
Para as famílias de menor renda, o aumento das tarifas de transporte, como ônibus urbano (5,1%) e intermunicipal (2,5%), além de reajustes na gasolina (2,1%), foram determinantes. No setor de saúde, produtos de higiene (1,2%) e serviços médicos (1,1%) também contribuíram para a inflação. Já as famílias de maior renda se beneficiaram da queda nas passagens aéreas (-8,9%) e tarifas de transporte por aplicativo (-17,2%).
Como a inflação variou ao longo do tempo?
No acumulado de doze meses, a inflação para a faixa de renda mais baixa foi de 4,31%, enquanto a classe média-alta registrou 4,57%. Em relação ao mês anterior, todas as faixas, exceto a de renda alta, apresentaram aceleração da inflação. A deflação menos intensa das tarifas de energia elétrica e os reajustes em passagens de ônibus e gasolina explicam o aumento recente.
- Inflação para renda muito baixa: 0,31%
- Inflação para renda alta: 0,18%
- Queda nas passagens aéreas: -8,9%
- Queda no transporte por aplicativo: -17,2%
