Um incêndio de grandes proporções destruiu, no início da tarde de sábado, 4 de abril de 2026, o edifício histórico onde funciona o Instituto Estadual de Educação Doutor Caetano Munhoz da Rocha, localizado na cidade de Paranaguá, no litoral do Paraná — município histórico e estratégico que abriga um dos principais portos do país. As chamas, que tiveram início por volta do meio-dia, espalharam-se de maneira rápida pelas estruturas de madeira do imóvel centenário, ocasionando o colapso completo de seu telhado.
De acordo com informações do Estadão, o governo estadual confirmou que não houve o registro de feridos durante o incidente. O local encontrava-se vazio no momento em que o fogo começou, uma vez que o último dia de aulas presenciais havia ocorrido na quarta-feira, 1º de abril, devido à pausa do feriado prolongado de Páscoa. O fato de a escola estar fechada foi providencial para evitar uma tragédia humana, considerando o grande volume de estudantes que circulam diariamente no complexo educacional.
A ocorrência exigiu uma mobilização intensiva das forças de segurança da região litorânea. Conforme relatado também em cobertura da Folha de S.Paulo, a ação conjunta durou horas e o controle definitivo do fogo só ocorreu no final da tarde.
Como ocorreu o combate às chamas na edificação?
O controle das labaredas demandou uma extensa operação tática e logística por parte das autoridades. A Secretaria da Segurança Pública do Paraná, sob a gestão do governador Ratinho Junior (PSD), coordenou os esforços de resposta à emergência e evitou que a destruição atingisse outros perímetros urbanos vizinhos.
A força-tarefa montada pelas equipes de resgate para conter o avanço do fogo contou com os seguintes recursos e efetivos na linha de frente:
- Quarenta e cinco profissionais em campo, englobando homens do Corpo de Bombeiros Militar e brigadistas de empresas privadas da região;
- Sete viaturas operacionais de combate a incêndio do Corpo de Bombeiros estadual;
- Três viaturas adicionais pertencentes às brigadas de emergência de empresas locais;
- Dois caminhões-pipa disponibilizados pela Prefeitura Municipal de Paranaguá para reforçar o abastecimento de água.
O produtor audiovisual Wilson Leandro, morador dos arredores da instituição e testemunha do incidente, detalhou a dinâmica inicial da ocorrência. “O incêndio teve início na parte inferior do imóvel e rapidamente chegou ao telhado”, relatou o profissional à imprensa sobre a impressionante velocidade de propagação do fogo.
Qual é o impacto para a comunidade e o patrimônio cultural?
O edifício severamente danificado possui profundo valor arquitetônico e educacional para o estado do Paraná. Fundado originalmente no ano de 1927, o prédio estava próximo de completar um século de existência e carregava enorme importância cultural, sendo tombado oficialmente pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Paraná desde 1991. A unidade escolar atua como um colégio técnico altamente tradicional na região, especialmente famoso por seus cursos de magistério.
Atualmente, o impacto prático do fechamento da estrutura atinge diretamente milhares de famílias e jovens paranaenses. A escola conta com exatos 1.635 alunos regularmente matriculados, que estão distribuídos e alocados ao longo de 53 turmas. A imensa maioria desse contingente é formada por adolescentes que cursam o ensino médio público regular.
O secretário de Educação do Estado do Paraná, Roni Miranda, lamentou a severa perda do patrimônio histórico do litoral, revelando ainda que a gestão estadual possuía projetos de modernização para a edificação que foram interrompidos pelo desastre. “É uma tristeza, um colégio muito bonito, íamos restaurar agora o prédio”, declarou o secretário estadual.
Quais serão os próximos passos da investigação oficial?
Com o incêndio devidamente extinto pelas corporações de emergência, o foco das autoridades públicas passa a ser a compreensão exata das origens do fogo. Os danos materiais, que englobam a destruição da cobertura e danos ao interior da estrutura, ainda serão rigorosamente contabilizados por meio de relatórios técnicos.
A Secretaria da Segurança Pública confirmou que o local do incidente passará por uma investigação profunda. O trabalho de apuração técnica ficará a cargo da Polícia Científica, responsável por periciar o solo e analisar os materiais combustíveis, em atuação conjunta com a Polícia Civil, que abrirá o inquérito para apurar se houve componente acidental estrutural, falha elétrica ou ação externa que tenha desencadeado as chamas na parte inferior do imóvel escolar.