A Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico), planejada para conectar Mara Rosa em Goiás a Água Boa no Mato Grosso, enfrenta atrasos significativos devido a impasses com comunidades indígenas. De acordo com informações da Folha, 20% do projeto, que totaliza 383 quilômetros, está paralisado por falta de autorização da Funai para o Plano Básico Ambiental do Componente Indígena (PBA-CI).
Quais são os desafios enfrentados pela Fico?
A Controladoria-Geral da União (CGU) alertou para o risco de atrasos, já que a construção de 72 quilômetros ainda não começou. A Vale, responsável pela obra como contrapartida pela renovação da concessão da EFVM, aguarda a manifestação da Funai. A Infra S.A., estatal ligada ao Ministério dos Transportes, informou que o plano de trabalho foi protocolado em 2022, mas as consultas às comunidades indígenas não foram concluídas.
Qual é a importância da Fico para o Brasil?
A Fico é vital para conectar os polos produtores de grãos do Centro-Oeste à Ferrovia Norte-Sul, facilitando o acesso a portos do Arco Norte e da região Sudeste, e reduzindo a dependência do transporte rodoviário. O projeto, parte do Corredor Leste-Oeste, prevê um investimento de R$ 41,85 bilhões e é considerado o mais ambicioso do governo federal.
O que dizem os envolvidos sobre o atraso?
Em resposta conjunta, a Funai e a Infra S.A. afirmaram que as atividades de revisão do ECI e elaboração do PBA-CI continuam. “O trecho permanece impedido até a aprovação do PBA-CI pelas comunidades indígenas e pela Funai”, declararam. A Vale não comentou o assunto.
Quais são os próximos passos para a conclusão da Fico?
O governo planeja publicar o edital do Corredor Leste-Oeste em maio e realizar o leilão em agosto. A conclusão da Fico depende da resolução dos impasses indígenas e da aprovação do PBA-CI, que ainda não tem prazo definido para ocorrer.