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IDR-Paraná fiscaliza qualidade de soja, milho e farelo no Porto de Paranaguá

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Técnicos do IDR-Paraná coletam amostras de grãos de soja e milho em esteiras e silos no Porto de Paranaguá.
Foto: Autor / Flickr (CC BY)

O Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) atua como fiscalizador oficial da qualidade da soja, milho e farelo de soja embarcados para exportação no Porto de Paranaguá, no litoral do estado. As informações foram divulgadas em 30 de março de 2026. A instituição audita o controle de qualidade realizado por empresas privadas no Pátio de Triagem e executa diretamente a classificação no setor ferroviário, garantindo que os produtos atendam aos padrões internacionais antes do embarque nos navios. De acordo com informações da Agência Paraná, essa presença, que começou na década de 1980, é considerada um pilar estratégico para a confiança do agronegócio paranaense no mercado externo. Por ser um dos principais corredores de escoamento de grãos do país, o controle de qualidade em Paranaguá também tem impacto sobre a credibilidade das exportações brasileiras do setor.

No intenso fluxo logístico, todos os caminhões que descarregam no porto são obrigados a passar pelo Pátio de Triagem. Uma empresa privada, contratada pela Associação dos Terminais do Corredor de Exportação de Paranaguá (ATEXP), realiza a coleta de amostras e o controle operacional de qualidade nos milhares de veículos que chegam diariamente. O IDR-Paraná atua como auditor desse processo, funcionando como o “olho do Estado” para assegurar que as análises sigam rigorosamente as normas, garantindo justiça na classificação para produtores e compradores.

Como funciona a fiscalização no modal ferroviário?

Diferente do sistema rodoviário, o serviço de classificação para cargas transportadas por trens é de responsabilidade integral do IDR-Paraná. O Instituto mantém equipes técnicas atuando diretamente na área ferroviária, auditando o processo de classificação realizado por empresas privadas controladoras credenciadas. Essa atuação direta visa garantir que o fluxo de grandes composições carregadas com soja, milho e farelo mantenha a conformidade técnica necessária para o abastecimento dos navios.

O gestor da qualidade e classificação do IDR-Paraná, Wagner Spirandelli, explica que o Porto de Paranaguá é o único do Brasil a operar com o sistema “pool” de exportação.

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“O modelo logístico é voltado para que os grãos e farelos sigam até os navios através do Corredor de Exportação. Isso consiste em fazer estoques de grãos para que o embarque receba os produtos de todos os terminais de origens diferentes”, explica Spirandelli.

Para assegurar a qualidade na formação desses estoques, foi criado um mecanismo de controle para ambos os modais de transporte.

Qual o papel do laboratório especializado do IDR-Paraná?

Para sustentar o rigor técnico, o IDR-Paraná mantém um laboratório especializado dentro do complexo portuário, com equipes atuando vinte e quatro horas por dia. Neste centro são realizados testes físico-químicos detalhados que vão além da classificação visual, certificando parâmetros intrínsecos como:

  • Teor de proteínas totais
  • Gordura residual
  • Umidade

A laboratorista Juliana Costa detalha o processo:

“Quando chega a amostra, que pode ser de um lote ou de apenas um caminhão ou vagão, processamos a moagem, depois pesamos, testamos a quantidade de proteína, umidade, gordura, presença de fibra, cinzas e até de areia presente na amostra”

A análise precisa dos níveis de proteína no farelo de soja é um diferencial competitivo crucial para atender mercados exigentes, como o europeu e o asiático.

Quais resultados essa fiscalização rigorosa trouxe?

A atuação preventiva do IDR-Paraná, em parceria com órgãos como o Ministério da Agricultura e a Polícia Federal, reduziu significativamente as intercorrências com cargas fora do padrão. O técnico Nilton Cezar Gonçalves, com trinta e sete anos de atuação no porto, destaca que eventuais problemas são pontuais e têm resposta rápida das equipes. O trabalho se reflete em números recordes de movimentação. Em 2025, o Pátio Público de Triagem recebeu 507.915 caminhões, um aumento de 29,5% em relação a 2024.

O fluxo é controlado pelo sistema Carga Online, que agenda o dia e o horário de acesso de cada caminhão ao pátio, evitando filas e lentidão no tráfego. Em 2025, a soja em grão foi a commodity que mais movimentou o local, representando mais de 61% dos caminhões (306.801). O farelo de soja ficou em segundo lugar, com 24,5% (122.647 caminhões), seguido pelo milho (69.978 caminhões). Estratégias logísticas e o aumento do calado operacional dos navios, que permitiu carregar em média até 1,5 mil toneladas a mais por embarcação, foram fatores-chave para esse desempenho.

Esse tripé composto por agilidade nos embarques, confiança no peso e garantia da qualidade contratada é apontado como responsável por fortalecer a reputação das commodities exportadas pelo Porto de Paranaguá no mercado internacional. Como o terminal está entre os mais relevantes do país para o embarque de granéis agrícolas, esse padrão de fiscalização ajuda a sustentar a imagem do agronegócio brasileiro junto aos compradores externos.

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