O Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-Bio) completou 19 anos de atuação nesta quinta-feira, 16 de abril de 2026. A instituição, que se consolidou como um dos pilares da gestão ambiental na Amazônia, celebra uma trajetória voltada à proteção da biodiversidade, gestão de florestas públicas e fomento ao desenvolvimento socioeconômico sustentável. De acordo com informações da Agência Pará, o órgão é atualmente a única autarquia estadual com competência legal para conservar, preservar e manejar a flora e a fauna paraenses.
Fundado em 2007, o Ideflor-Bio iniciou suas atividades com foco prioritário no manejo florestal e na recuperação de áreas degradadas. Em 2015, a autarquia expandiu significativamente seu escopo de atuação ao incorporar a gestão da biodiversidade e das unidades de conservação estaduais. Essa mudança estratégica permitiu uma abordagem mais integrada entre a exploração econômica racional e a preservação dos ecossistemas amazônicos, essenciais para o equilíbrio climático e regional.
Quais são as principais áreas de atuação do Ideflor-Bio?
O presidente do instituto, Nilson Pinto, destaca que a atuação da entidade é baseada em pilares científicos e no diálogo constante com a sociedade civil. Segundo o gestor, o compromisso da instituição é garantir que a preservação ambiental caminhe lado a lado com o progresso social.
O Ideflor-Bio é um pilar fundamental da política ambiental do Pará. Ao longo desses 19 anos, consolidamos uma atuação baseada na ciência, na gestão responsável e no diálogo com a sociedade
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, afirmou o dirigente durante as celebrações do aniversário da autarquia.
Atualmente, o Estado do Pará possui aproximadamente 60% de seu território sob alguma forma de proteção, incluindo terras indígenas, territórios quilombolas e unidades de conservação. Especificamente sob a gestão do Ideflor-Bio, encontram-se áreas que representam cerca de 17% da superfície estadual. Esse trabalho envolve desde estudos técnicos preliminares até a realização de consultas públicas para a criação de novos espaços protegidos, totalizando hoje 29 unidades de conservação estaduais em pleno funcionamento.
Como o instituto promove o uso sustentável dos recursos?
Além das ações de fiscalização e preservação, o instituto é responsável por gerenciar algumas das maiores concessões florestais do Brasil. Esse modelo de negócio permite que empresas privadas explorem recursos madeireiros e não madeireiros de forma racional, sob rígida supervisão estatal, gerando empregos formais e renda para as populações locais, ao mesmo tempo em que inibe o avanço do desmatamento ilegal em terras públicas.
Outro eixo vital é o apoio à agricultura familiar e às comunidades tradicionais. O analista ambiental Antônio Campos, servidor do órgão há 15 anos, ressalta que o suporte técnico oferecido aos pequenos produtores é essencial para a manutenção das famílias no campo com dignidade. O instituto promove práticas agrícolas sustentáveis que garantem a segurança alimentar e o fortalecimento de cadeias produtivas locais, respeitando a cultura e o modo de vida tradicional da região.
Qual a importância da educação ambiental para a população?
O uso público das unidades de conservação é outra frente de destaque, com o objetivo de aproximar o cidadão da natureza. Um dos exemplos mais bem-sucedidos é o Parque Estadual do Utinga, localizado em Belém. A analista Deiliany Oliveira explica que a educação ambiental realizada nesses espaços transforma visitantes em multiplicadores da consciência ecológica. Quando a população utiliza os parques para lazer e esporte, cria-se um vínculo afetivo que facilita a proteção desses patrimônios naturais.
Ao completar quase duas décadas de existência, o Ideflor-Bio reafirma seu papel na estratégia de desenvolvimento do Pará. A assessora de gestão, Lena Pinto, enfatiza que a trajetória da instituição demonstra a viabilidade de conciliar o crescimento econômico com a manutenção da floresta em pé. Entre os principais resultados alcançados pelo instituto nas últimas décadas, destacam-se:
- Gestão de 29 unidades de conservação estaduais;
- Monitoramento de 17% do território paraense;
- Implementação de sistemas de concessão florestal sustentável;
- Assistência técnica contínua para agricultores familiares e comunidades tradicionais;
- Manutenção de espaços de lazer e preservação como o Parque do Utinga.
O aniversário de 19 anos simboliza o amadurecimento das políticas públicas ambientais no Pará, projetando um futuro onde a biodiversidade amazônica seja valorizada como o principal ativo para o bem-estar social e a estabilidade econômica regional.