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Hospital Regional do Sudeste em Marabá realiza ação contra a doença de Chagas

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O Hospital Regional do Sudeste do Pará – Dr. Geraldo Veloso (HRSP), localizado em Marabá, promoveu uma importante mobilização educativa para marcar o Dia Mundial de Combate à Doença de Chagas, celebrado em 14 de abril de 2026. A ação teve como público-alvo pacientes e acompanhantes que aguardavam atendimento na unidade, com o objetivo central de disseminar informações sobre prevenção, identificação de sintomas e a necessidade do diagnóstico precoce da enfermidade.

De acordo com informações da Agência Pará, as atividades integraram o projeto Saúde em Foco. Durante a mobilização, as salas de espera foram transformadas em espaços de aprendizado e conscientização sobre um dos principais desafios de saúde pública na região norte do país.

Como ocorre a transmissão da doença de Chagas?

A palestra técnica foi ministrada pela enfermeira Ticiane Malvão, integrante do Núcleo de Educação Permanente (NEP) do hospital. Durante a apresentação, a profissional detalhou que a doença é causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi. A transmissão ocorre, prioritariamente, por meio do inseto conhecido popularmente como barbeiro, que é encontrado com frequência em áreas rurais e regiões com frestas em construções de barro ou madeira.

A especialista explicou que os mecanismos de contágio incluem:

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  • Contato direto com as fezes do inseto infectado após a picada;
  • Consumo de alimentos contaminados, como açaí ou caldo de cana processados sem higiene adequada;
  • Transfusão de sangue ou transplante de órgãos de doadores infectados;
  • Transmissão congênita, da mãe para o filho durante o período de gestação.

A orientação técnica enfatizou a necessidade de manter ambientes limpos, vedar frestas em residências e monitorar constantemente a presença do vetor para reduzir drasticamente os riscos de infecção acidental.

Quais são os principais sintomas da enfermidade?

Para a população da Região de Integração Carajás, reconhecer os sinais clínicos é fundamental para evitar complicações crônicas. Segundo a enfermeira Ticiane Malvão, os pacientes devem estar atentos a quadros de febre persistente, cansaço excessivo, inchaços localizados e mal-estar generalizado. A detecção tardia pode levar a problemas cardíacos e digestivos graves ao longo dos anos.

“Muitas pessoas desconhecem os sinais e acabam descobrindo tardiamente. Nosso papel é levar esse conhecimento de forma clara e acessível, para que a população possa se proteger”

O paciente José Carlos, morador de Marabá, relatou que a ação mudou sua percepção sobre o tema enquanto aguardava um exame de radiografia.

“Eu não conhecia quase nada sobre a doença; só ouvia falar. Agora, vou ficar mais atento aos sintomas. A gente aprende que precisa cuidar melhor da casa, da alimentação e até dos lugares que frequentamos”

Qual a importância do projeto Saúde em Foco para a comunidade?

A iniciativa integra o projeto Saúde em Foco, que já atua há quase três anos no Hospital Regional do Sudeste do Pará. Segundo Daiane Uszinsky, analista de Humanização da unidade, a estratégia aproveita o tempo de espera dos usuários para oferecer educação em saúde que impacta diretamente a qualidade de vida das comunidades atendidas.

Maria de Fátima, moradora de Bom Jesus do Tocantins que recebe tratamento no setor de Oncologia, reforçou a relevância da ação preventiva.

“É muito importante esse tipo de orientação. Achamos que nunca vai acontecer com a gente, mas vemos que é algo real. Agora, sei reconhecer sinais, e sei que procurar ajuda cedo faz a diferença”

O HRSP é uma instituição de referência no estado, possuindo o certificado de Nível 2 de Acreditação da Organização Nacional de Acreditação (ONA). A unidade oferece atendimento integral e gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS), contando com uma estrutura de 135 leitos, sendo 97 destinados à internação clínica e 38 voltados para Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) de alta complexidade.

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