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Hospital Materno-Infantil de Santarém atinge 90% das obras e será entregue em junho

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Obra que integra o acervo do Museu Paulista da USP. Coleção Werner Haberkorn
Obra que integra o acervo do Museu Paulista da USP. Coleção Werner Haberkorn Foto: Werner Haberkorn/Fotolabor/Museu Paulista da USP — Public domain

A governadora do Pará, Hana Ghassan, realizou uma visita técnica às obras do novo Hospital Materno-Infantil de Santarém nesta terça-feira, 7 de abril de 2026. Acompanhada por uma equipe do Executivo estadual, a gestora vistoriou a estrutura que já alcançou 90% de conclusão e tem inauguração prevista para o mês de junho. O objetivo central da unidade é fortalecer a rede de assistência neonatal e pediátrica na região do Baixo Amazonas, oferecendo atendimentos de média e alta complexidade. Como Santarém atua como um polo logístico e de saúde no oeste paraense, a nova estrutura ajudará a reduzir a necessidade de transferências aéreas de emergência de recém-nascidos e gestantes para capitais mais distantes, como Belém ou Manaus (AM).

De acordo com informações da Agência Pará, o projeto recebeu um investimento de R$ 71 milhões. Durante a vistoria, a governadora destacou que o cronograma segue rigorosamente o planejamento inicial, entrando agora na fase final de acabamentos para o posterior recebimento e instalação dos equipamentos médicos. A iniciativa faz parte de um plano maior da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) para descentralizar o atendimento especializado no estado.

Qual é a estrutura do novo hospital em Santarém?

O complexo hospitalar foi projetado para ser uma das estruturas mais modernas do norte do Brasil, contando com uma área construída de 8.046,96 m². A capacidade total da unidade será de 121 leitos, organizados estrategicamente em cinco pavimentos para otimizar o fluxo de atendimento aos pacientes. A estrutura física foi planejada para oferecer conforto e segurança tanto para as mães quanto para os recém-nascidos e crianças da região.

A distribuição dos leitos e serviços especializados inclui:

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  • 36 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI);
  • 85 leitos de enfermaria;
  • Banco de leite humano e agência transfusional;
  • Ambulatório com nove consultórios, incluindo serviço de odontologia;
  • Urgência e emergência obstétrica e pediátrica;
  • Bloco cirúrgico com três salas de cirurgia e uma sala exclusiva para cesáreas;
  • Oito salas de pré-parto, parto e pós-parto (PPP).

Como o hospital impactará a saúde pública no Pará?

A entrega desta unidade é vista como um passo crucial para a redução dos índices de mortalidade materna e infantil no estado. Segundo a governadora, o cuidado com a saúde da mulher reflete diretamente no bem-estar de toda a estrutura familiar. O hospital funcionará exclusivamente via Sistema Único de Saúde (SUS), democratizando o acesso a exames de imagem como ultrassonografia, eletroencefalograma, eletrocardiograma, raio-x e ecocardiograma.

“O materno vai atender às mães, demonstrando um cuidado com a saúde materna, pois nós temos esse desafio de melhorar as taxas de mortalidade materna e infantil, e esse espaço é construído também para cumprir essa meta. São cinco hospitais que estão sendo erguidos no Estado, dois já foram entregues, em Ananindeua e Marabá, enquanto três estão sendo construídos, aqui em Santarém, Altamira e em Breves também.”

Além da construção física, o Governo do Pará está implementando a contratualização de serviços privados para suprir demandas imediatas na região. Essa estratégia visa ampliar a oferta de cirurgias de alta complexidade e a disponibilidade de leitos de UTI enquanto as obras finais são concluídas, garantindo que a população do Baixo Amazonas não fique desassistida durante o processo de transição.

O que é a Rede Alyne e qual sua relação com a obra?

O Hospital Materno-Infantil de Santarém operará sob as diretrizes da Rede Alyne, uma iniciativa federal lançada em setembro de 2024. Este programa substitui a antiga Rede Cegonha e foca em um modelo de cuidado humanizado e integral. A meta da Rede Alyne é ambiciosa: reduzir em 25% as mortes maternas em âmbito geral e em 50% entre mulheres negras até o ano de 2027, utilizando investimentos reforçados para qualificar o atendimento no SUS.

Para trabalhadores locais, como a assistente Maria Vânia Alves Rodrigues, a obra representa também uma esperança para as futuras gerações. Maria, que atua na construção do hospital, relatou que o sentimento é de gratidão por participar de um projeto que poderá atender suas próprias filhas e netos no futuro, oferecendo o suporte de profissionais qualificados que antes era escasso na região.

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