O Hospital da Mulher do Pará (HMPA), localizado em Belém, realizou nesta segunda-feira, 27 de abril de 2026, uma edição especial do projeto “Papo de Saúde” para marcar o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial. A ação educativa, ocorrida no ambulatório da unidade, teve como objetivo principal orientar as pacientes sobre os riscos da pressão alta e a importância de adotar hábitos de vida mais saudáveis para o controle da patologia.
De acordo com informações da Agência Pará, a iniciativa foi conduzida por uma equipe multiprofissional da unidade de saúde. Durante o encontro, as pacientes que aguardavam atendimento puderam participar de dinâmicas interativas que abordaram mitos e verdades sobre a doença, além de receberem orientações técnicas de especialistas em nutrição e fisioterapia sobre como mitigar os efeitos da hipertensão no cotidiano.
Como funcionou a ação educativa no Hospital da Mulher?
A atividade foi centrada na disseminação de conhecimento prático. A fisioterapeuta Clara Martins e a nutricionista Marcela Maira lideraram as discussões, focando na premissa de que a prevenção é a ferramenta mais eficaz contra complicações cardiovasculares. A dinâmica permitiu que as usuárias do sistema de saúde tirassem dúvidas frequentes sobre o uso de medicamentos, a influência do estresse e, principalmente, as mudanças necessárias na rotina doméstica.
O foco do evento foi transformar o tempo de espera no ambulatório em uma oportunidade de aprendizado. Para as pacientes, a ação serviu como um lembrete da necessidade de monitoramento constante. A fisioterapeuta Clara Martins reforçou que o bem-estar geral está diretamente ligado à manutenção de níveis pressóricos adequados. Segundo a profissional:
A atividade física ajuda no controle da pressão arterial e contribui para o bem-estar geral, sendo uma aliada fundamental na prevenção de doenças cardiovasculares.
Quais são as principais orientações para o controle da pressão?
Durante a palestra, as especialistas elencaram uma série de fatores determinantes para evitar que a pressão arterial atinja níveis perigosos. Um dos pontos centrais foi o combate ao sedentarismo e a revisão rigorosa do cardápio familiar. A nutricionista Marcela Maira alertou que o exercício físico, embora vital, não surte o efeito desejado se não for acompanhado de uma disciplina alimentar rigorosa.
Entre as recomendações listadas pela equipe do Hospital da Mulher, destacam-se:
- Redução imediata do consumo de sal de cozinha nas refeições;
- Substituição de temperos industrializados por ervas naturais e condimentos caseiros;
- Eliminação ou redução drástica de alimentos ultraprocessados;
- Manutenção de uma rotina regular de atividades físicas, como caminhadas;
- Realização de consultas médicas periódicas e exames de rotina para monitoramento.
Marcela Maira enfatizou que pequenas trocas no dia a dia podem gerar impactos significativos a longo prazo. Ela destacou que é essencial reduzir o consumo de sódio, que muitas vezes está escondido em produtos que as pessoas consideram inofensivos, como refrigerantes e embutidos.
Qual é a importância da dieta e dos exercícios na prevenção?
O impacto das orientações foi sentido imediatamente pelas participantes. A diarista Maria Elisângela dos Santos Souza, de 50 anos, relatou ter descoberto informações valiosas sobre a composição de bebidas industrializadas. Ela confessou que não tinha ciência de que refrigerantes continham altas quantidades de sódio, além do açúcar. Para ela, a palestra foi um divisor de águas na percepção sobre o próprio autocuidado.
A paciente Rosilene Batista, que já convive com o diagnóstico de hipertensão, também aproveitou a oportunidade para ajustar seu tratamento. Mesmo estando com a pressão controlada, ela reconheceu que sempre há espaço para melhorias nos hábitos diários. A percepção geral entre as usuárias do HMPA é de que o ambiente hospitalar deve ser também um espaço de educação e promoção da saúde, e não apenas de tratamento de enfermidades já instaladas.
A iniciativa do Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), reafirma o papel das unidades especializadas na prevenção primária. Ao final da ação, as palestrantes reforçaram que o controle da hipertensão exige persistência e que o apoio da equipe multiprofissional é essencial para que o paciente consiga aderir às mudanças de estilo de vida necessárias para uma longevidade com qualidade.