O Google anunciou durante o evento MWC26 (Mobile World Congress) uma mudança significativa nas suas diretrizes de segurança e autenticação, com a decisão de abandonar o envio de tokens por mensagem de texto (SMS) até o ano de 2030. Como alternativa, a gigante de tecnologia dará preferência à API de verificação de número das operadoras de telefonia móvel, uma ferramenta desenvolvida dentro do catálogo do Open Gateway. A iniciativa visa modernizar o acesso dos usuários e reforçar as camadas de proteção nos dispositivos em todo o mundo.
De acordo com informações do Mobile Time, a desenvolvedora já começou a implementar a solução em parceria com empresas globais do setor de telecomunicações. Entre as operadoras que já utilizam a interface integrada aos sistemas de tecnologia estão marcas consagradas do mercado, como Telefónica (controladora da Vivo no Brasil), Deutsche Telekom, Orange e Verizon. No cenário nacional, as principais operadoras — Vivo, Claro e TIM — já lançaram e integram as APIs do Open Gateway, o que consolida um novo padrão de identidade móvel corporativa com impacto direto para os usuários brasileiros.
Como o Google vai integrar a solução do Open Gateway?
Desde o final de fevereiro, a interface de programação voltada para a verificação de números telefônicos passou a ser diretamente integrada ao Firebase. Esta plataforma corporativa, estruturada como o ambiente de criação e gerenciamento de aplicativos para o sistema operacional Android, permitirá uma adoção ampla e simplificada da ferramenta.
Com essa atualização, qualquer desenvolvedor de software que utilize o ecossistema digital poderá implementar facilmente a verificação de contato nas suas aplicações, eliminando etapas complexas. A novidade movimentou os profissionais que atuam no segmento de telecomunicações, que enxergam na parceria um passo decisivo para o fortalecimento da arquitetura padronizada. Uma fonte da indústria destacou o impacto operacional da integração técnica:
“Isso muda o jogo. Passamos a ter uma solução Open Gateway nativa no Android. O Google vai dar suporte ao Number verification”
Quais são as novidades da segunda versão da API de verificação?
Outro ponto de destaque é o desenvolvimento da segunda geração da API de verificação de número, que possui previsão de lançamento pelas operadoras brasileiras ainda durante este ano. A evolução técnica do sistema promete resolver as limitações operacionais da versão pioneira, expandindo a capacidade de autenticação móvel.
A atualização tecnológica trará benefícios diretos para a conectividade corporativa, operando sob novos parâmetros e especificações:
- A verificação funcionará de forma contínua mesmo quando o equipamento estiver conectado a redes de internet sem fio (Wi-Fi).
- Um token de segurança será gerado pelo sistema digital, criando um vínculo direto entre o dispositivo físico do cliente e o seu respectivo número de telefone.
- A base de dados das operadoras poderá ser consultada em tempo real em qualquer conexão de internet, extinguindo a exigência de uso exclusivo da rede móvel original da operadora.
Além da flexibilidade técnica de conexão, a nova arquitetura proporcionará uma diminuição considerável na latência das respostas, tornando o processo muito mais veloz. As atualizações também visam derrubar a taxa de erro registrada nas autenticações virtuais, conforme informam especialistas da área. Diversas plataformas globais avaliam as funcionalidades atualmente, e a rede social TikTok figura entre as empresas que estão testando o recurso de forma consistente.
Qual é o histórico de sucesso das ferramentas de operadoras no Brasil?
Embora a verificação direta de contato seja uma grande aposta comercial das empresas de telecomunicação dentro do escopo do Open Gateway, o mercado brasileiro já contabiliza êxito com outras ferramentas do mesmo catálogo tecnológico. Até o presente momento, o sistema que obteve a maior taxa de adoção no país foi a API de SIM Swap.
Essa solução digital voltada para o monitoramento de chips telefônicos ganhou enorme relevância nacional por desempenhar um papel fundamental na proteção patrimonial dos consumidores. A ferramenta atua de forma ininterrupta na prevenção a fraudes bancárias, alertando as instituições financeiras sobre trocas recentes de chip, o que rotineiramente sinaliza tentativas de estelionato digital e invasão de contas por parte de terceiros não autorizados.
