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Gato-do-mato-pequeno é registrado por câmera em área de mata de Porto Alegre

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O gato-do-mato-pequeno, apontado como o menor felino selvagem do Brasil, foi registrado recentemente por câmeras escondidas em uma área de mata no bairro Lami, na Zona Sul de Porto Alegre. O animal, identificado como Leopardus guttulus, apareceu em vídeo durante monitoramento ambiental feito na região. De acordo com informações do g1, o registro integra o acompanhamento realizado pelo projeto Felinos do Pampa, que usa armadilhas fotográficas no estado.

Pouco maior que um gato doméstico, o felino pesa entre 1,8 e 3,5 quilos e mede de 36 a 54 centímetros de corpo, sem contar a cauda. A pelagem varia do amarelo-claro ao castanho e apresenta rosetas, manchas escuras que funcionam como camuflagem em áreas de Mata Atlântica e Cerrado, ambientes onde a espécie ocorre.

Por que o registro do gato-do-mato-pequeno chama atenção?

O animal é classificado como vulnerável pela União Internacional para a Conservação da Natureza, a IUCN. Segundo o texto original, a população global é estimada em 6.047 indivíduos maduros e está em declínio. O registro em Porto Alegre ajuda pesquisadores a acompanhar a presença da espécie em ambientes alterados pela ação humana.

Apesar do porte pequeno e da aparência considerada delicada, trata-se de um predador ágil e solitário. Conforme o projeto Felinos do Pampa, o gato-do-mato-pequeno é um excelente escalador de árvores e se alimenta principalmente de pequenos roedores, aves e lagartos. O texto também informa que ele pode caçar presas maiores, como quatis e pacas.

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O que se sabe sobre a espécie Leopardus guttulus?

O gato-do-mato-pequeno só foi reconhecido como espécie distinta em 2013. Antes disso, durante mais de um século, cientistas o classificavam como subespécie de outro felino. Segundo o texto, dados moleculares indicaram que sua linhagem divergiu há mais de 1,5 milhão de anos.

O comportamento do animal também varia conforme o ambiente. A espécie tem atividade tanto noturna quanto diurna, o que, de acordo com os pesquisadores citados na reportagem, pode funcionar como estratégia para evitar encontros com predadores maiores, como a jaguatirica, identificada no texto como Leopardus pardalis. Onde a jaguatirica é comum, o gato-do-mato-pequeno se torna extremamente raro.

Quais ameaças pesam sobre o menor felino selvagem do Brasil?

Entre os principais riscos para a sobrevivência da espécie está a perda e a fragmentação do habitat. A reportagem informa que o animal já perdeu 68,2% de sua área de distribuição histórica, principalmente por causa da conversão de florestas para a agropecuária. Além disso, há outros fatores apontados no texto original:

  • atropelamentos;
  • envenenamento por iscas de roedores;
  • transmissão de doenças por cães;
  • caça em retaliação à predação de aves domésticas.

Outro ponto citado é o melanismo, condição genética que resulta em pelagem totalmente preta e que seria comum na espécie. De acordo com os estudos mencionados na reportagem, indivíduos com pelagem pintada são mais ativos em noites escuras, enquanto os melânicos preferem caçar em noites de lua cheia.

O que os pesquisadores monitoram no Sul do Brasil?

Segundo a reportagem, pesquisadores acompanham como o gato-do-mato-pequeno sobrevive em ambientes modificados pelo ser humano e como a espécie se adapta às enchentes, que têm se tornado mais frequentes na região. No Sul do Brasil, outro desafio apontado é a hibridação com o gato-do-mato-grande, Leopardus geoffroyi, processo que ameaça a integridade genética da espécie.

O novo registro em Porto Alegre reforça a importância do monitoramento por câmeras e da preservação de remanescentes de vegetação nativa. Ao mesmo tempo, o vídeo amplia o conhecimento sobre a presença desse felino raro na capital gaúcha e sobre os obstáculos para sua conservação.

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