O depoimento do empresário Daniel Vorcaro na CPMI do INSS foi cancelado, gerando críticas do relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União-AL). O cancelamento ocorreu após o ministro André Mendonça, do STF, conceder um habeas corpus a Vorcaro. De acordo com informações da Revista Oeste, Gaspar expressou sua insatisfação com a decisão judicial.
Por que Gaspar criticou a ausência de Vorcaro?
Gaspar afirmou que Vorcaro deveria estar presente para prestar contas ao Brasil.
“Olha, por mim o Vorcaro estava preso, quanto mais vir depor na CPMI”, afirmou. “Eu não fiz nenhuma tratativa com a defesa do Vorcaro e acho fundamental nós não termos justiça de investigado VIP e investigado que não é VIP.”
O relator também destacou que os presidentes de instituições financeiras foram “blindados pela base do governo”.
Quais medidas Gaspar pretende tomar?
Gaspar já apresentou requerimentos de convocação de nomes ligados a instituições financeiras e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele enfatizou a necessidade de depoimentos públicos e presenciais para garantir transparência.
“Eu não aceito que o sistema financeiro esteja blindado. Eu não tenho negociação com ninguém para mudar a forma de depoimento.”
Qual a posição de Gaspar sobre a condução coercitiva?
Gaspar explicou que a condução coercitiva de Vorcaro é inviável devido ao habeas corpus concedido. Ele também mencionou que a decisão sobre a realização do depoimento fora do Senado cabe ao presidente da comissão, senador Carlos Viana.
“Olha, aí é o presidente Viana quem irá definir”, afirmou. “Eu sou contra depoimento marmita. Local de depoimento é na CPMI.”