O Fundo Clima, com orçamento de R$ 27,5 bilhões, é um instrumento vital para a política climática do Brasil. Recentemente, seu Comitê Gestor aprovou o Plano Anual de Aplicação de Recursos (PAAR) 2026, que define como esses recursos serão utilizados. No entanto, o plano não apresenta uma estratégia clara para acelerar a transição da economia brasileira, segundo o Política por Inteiro.
Quais são as críticas ao PAAR 2026?
O Instituto Talanoa, membro do Comitê Gestor, criticou a inclusão de tecnologias como captura e armazenamento de carbono (CCUS), que podem prolongar a dependência de combustíveis fósseis. A proposta de priorizar projetos de energia solar em áreas degradadas foi aceita, mas a vedação ao financiamento de projetos que causam desmatamento não foi aprovada.
“Não direcionar o Fundo Clima estrategicamente é uma oportunidade perdida não por um governo, mas pelo país inteiro,” afirmou o Observatório do Clima.
Como o Brasil está lidando com o resfriamento sustentável?
O Plano Nacional de Ação pelo Resfriamento (PNAR) foi lançado para enfrentar o calor extremo de forma sustentável. A iniciativa, em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), busca soluções passivas e de baixa emissão para mitigar o aquecimento global. A metodologia segue o modelo da Cool Coalition e visa um esboço até a COP31.
Qual é o papel do Brasil na transição energética global?
O Brasil aderiu à Declaração para Triplicar a Energia Nuclear, reforçando seu compromisso com a transição energética. A iniciativa, lançada na COP28, visa triplicar a capacidade nuclear até 2050. O país destaca suas quatro décadas de experiência em energia nuclear como um ativo estratégico no cenário internacional.
Fonte original: Política por Inteiro