A Polícia Federal (PF) deflagrou a operação Indébito e apreendeu cerca de R$ 2,5 milhões, na manhã desta terça-feira (17 de março de 2026). A ação é um desdobramento da operação Sem Desconto, que investiga um esquema nacional de descontos associativos não autorizados — cobranças indevidas feitas diretamente na folha de pagamento — em aposentadorias e pensões de beneficiários do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). As ações ocorreram no Ceará e no Distrito Federal.
De acordo com informações do Poder360, os valores apreendidos ainda são estimativas preliminares e podem ser atualizados. A PF apreendeu € 15.750 e R$ 142.634, que somam R$ 237.291,50, além de aproximadamente R$ 2,27 milhões em veículos. Foram recolhidos também 21 óculos e 15 bolsas.
Durante a operação, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão, dois de prisão e outras medidas cautelares. Entre os alvos da ação está a deputada federal Maria Gorete Pereira (MDB-CE), suspeita de manter vínculos com autoridades do INSS e de atuar para obter vantagens ilícitas na estrutura administrativa federal.
Quem são os principais alvos da operação Indébito?
Além da deputada federal Maria Gorete Pereira, que passará a usar tornozeleira eletrônica por determinação do ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal) — corte responsável por julgar parlamentares federais com foro privilegiado —, também foram alvos da operação:
- Natjo de Lima Pinheiro – empresário;
- Cecília Rodrigues Mota – advogada e ex-presidente da associação AAPEN (Associação dos Aposentados e Pensionistas Nacional) e da AAPB (Associação dos Aposentados e Pensionistas do Brasil).
Qual o envolvimento da deputada Maria Gorete Pereira no esquema?
Na petição, Mendonça afirma que a deputada “emerge no conjunto probatório apresentado pela Polícia Federal como integrante relevante do grupo criminoso, com atuação na articulação política e operacional das associações fraudulentas”.
Qual a defesa da deputada federal Maria Gorete Pereira?
Em nota, a assessoria da deputada reitera que ela não praticou “qualquer ato ilícito” e que as informações divulgadas “não refletem a realidade dos fatos”.
