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Flamengo e Leonardo Jardim reencontram Gabigol em duelo contra o Santos

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O Flamengo e o técnico português Leonardo Jardim enfrentarão o atacante Gabigol neste domingo (5 de abril), às 17h30 (horário de Brasília), no Maracanã, no Rio de Janeiro. A partida, válida pela décima rodada do Campeonato Brasileiro, marca o reencontro do ídolo rubro-negro, atualmente no Santos, com o clube carioca e com o treinador que o deixou na reserva durante sua passagem pelo Cruzeiro.

De acordo com informações do GE Futebol, a saída do jogador gerou uma lacuna no elenco que perdura há quase um ano e meio. A diretoria flamenguista segue em busca de um segundo atacante capaz de disputar posição ou atuar ao lado de Pedro, transformando a contratação de um centroavante na prioridade para a próxima janela de transferências.

Como foi a relação entre Gabigol e Leonardo Jardim no Cruzeiro?

Quando trabalharam juntos em Belo Horizonte, o atleta chegava ao time mineiro após decidir não renovar com o time carioca, que havia oferecido apenas mais um ano de contrato. Apontado como o grande reforço daquela temporada, o desempenho em campo não correspondeu às expectativas iniciais. O jogador marcou 13 gols e acabou ocupando o banco de reservas, perdendo a titularidade para Kaio Jorge.

Apesar do incômodo evidente por não ser titular, a convivência profissional manteve-se pautada pelo respeito. Ao assumir o comando rubro-negro no Rio de Janeiro, o técnico português abordou o assunto e relembrou a situação envolvendo o herói dos títulos das Libertadores de 2019 e 2022.

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Nunca barrei ninguém. Eu defendo a melhor parte de estrutura. Disse aos jogadores que tenho uma diretriz importante. O que defendo primeiro é o clube à frente de qualquer individualidade. É a minha forma de trabalhar. Defendo os interesses do grupo e do clube em primeiro lugar. Sobre o Gabriel, que foi ídolo aqui, eu acho que o Kaio Jorge estava melhor e coloquei para jogar. Ele não ficou satisfeito, mas não deixou de trabalhar. Tivemos uma boa relação.

Quais as dificuldades de Gabigol ao enfrentar o ex-clube?

Este confronto será a segunda vez que o atleta retorna ao principal estádio carioca desde a sua despedida no final de 2024. Na ocasião anterior, ainda defendendo a equipe cruzeirense sob o comando do mesmo treinador, ele entrou na reta final da partida e teve pouca participação, sendo recebido com vaias e uma postura fria por parte dos torcedores.

Em declaração oficial sobre o reencontro, o centroavante destacou o peso emocional da partida. Ele ressaltou o carinho que mantém pela instituição e admitiu o desconforto gerado pela situação.

Sempre é muito difícil, como aconteceu lá no Cruzeiro também. Sendo sincero, eu não me sinto à vontade de jogar contra o Flamengo. Ainda mais no Maracanã. Todo mundo sabe o meu amor pelo Flamengo, pela torcida, pelo Rio de Janeiro. É muito complicado para mim. Creio eu que quando começa o jogo você quer vencer, dar o melhor e fazer gols. Mas, realmente, para mim é sempre muito difícil enfrentar o Flamengo. Por tudo que eu passei lá e tudo foi muito sincero. Mas, quando a bola rola, eu quero vencer e tenho certeza de que eles também.

O que o Flamengo tem feito para substituir o ídolo?

Desde a mudança do jogador, a equipe busca estruturar seu setor ofensivo. As tentativas do departamento de futebol incluíram diferentes estratégias e nomes para compor o ataque. Entre as movimentações e necessidades identificadas, destacam-se:

  • A contratação de Juninho logo após a saída do camisa dez, que acabou não correspondendo tecnicamente.
  • A tentativa de buscar o próprio Kaio Jorge na primeira janela de 2026, negociação que não obteve sucesso.
  • A definição de perfis ideais indicados inicialmente por Filipe Luís, sem avanços concretos nas conversas.

Com a atual comissão técnica, o processo de prospecção deve adotar uma nova dinâmica. O treinador atual valoriza a participação na montagem do elenco, porém demonstra flexibilidade e delega ao departamento de análise a missão de encontrar opções viáveis para aprovação final.

Qual é o legado deixado pelo atacante na Gávea?

A trajetória do atleta no clube carioca o consolidou como o sexto maior artilheiro da história da instituição. Durante o período em que vestiu as cores rubro-negras, ele acumulou números expressivos e marcas históricas, tornando-se uma figura emblemática para a torcida.

Em 308 partidas disputadas, o centroavante registrou 161 gols e distribuiu 43 assistências. Sua passagem foi marcada por 13 títulos conquistados: duas taças da Libertadores, dois troféus do Campeonato Brasileiro, duas Copas do Brasil, duas Supercopas do Brasil, uma Recopa Sul-Americana e quatro títulos estaduais. Agora, ele busca escrever uma nova história, enfrentando mais uma vez a arquibancada que celebrou suas vitórias.

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