Estudantes com pagamentos atrasados do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) poderão ser incluídos em medidas do governo federal contra o endividamento, segundo declaração do presidente Lula feita neste sábado, 11 de abril de 2026, no Brasil. O presidente não detalhou como funcionaria uma eventual renegociação, mas disse que há preocupação com o aumento das dívidas entre jovens estudantes. De acordo com informações da Radioagência Nacional, o Ministério da Educação estima que, em outubro de 2025, 160 mil estudantes tinham parcelas em atraso no programa.
Segundo o Ministério da Educação, esse grupo somava R$ 1,8 bilhão em saldo devedor. Ao comentar o tema, Lula associou a política educacional à necessidade de evitar que estudantes percam a possibilidade de concluir a formação por causa das dívidas. A fala foi acompanhada da defesa de que recursos destinados à educação devem ser tratados como investimento, e não como gasto.
O que Lula disse sobre os estudantes inadimplentes do Fies?
Ao abordar a situação dos contratos em atraso, o presidente afirmou que estudantes endividados não devem ter o acesso ao ensino superior inviabilizado. Ele indicou que, mesmo sem apresentar um formato definido para renegociação, o governo avalia incluir esse público em ações voltadas ao enfrentamento do endividamento.
“A gente não pode tirar o sonho de um jovem que está devendo o seu curso universitário, pois o estudante, se ele dever e ele se formar, a gente sonha que um dia ele vai pagar a dívida dele sendo um profissional competente. Porque se ele for um profissional competente, ele vai melhorar a qualidade produtiva do nosso país.”
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A declaração reforça a leitura de que o endividamento estudantil vem sendo tratado, pelo governo, também sob a ótica de seus efeitos sociais e econômicos. No material original, no entanto, não foram informados prazo, regras ou critérios para a eventual inclusão dos inadimplentes do Fies nessas medidas.
Qual é o tamanho da inadimplência no Fies, segundo o MEC?
Os números citados pelo Ministério da Educação apontam que, em outubro de 2025, havia:
- 160 mil estudantes com parcelas em atraso no Fies;
- R$ 1,8 bilhão em saldo devedor somado por esse grupo.
Esses dados dimensionam a situação da inadimplência no programa, mas o conteúdo da Radioagência não informa recorte regional, tempo médio de atraso nem perfil dos contratos em débito. Também não há detalhamento sobre impacto orçamentário de uma futura renegociação.
Lula voltou a defender a ampliação dos investimentos em educação como eixo de desenvolvimento do país. Na fala reproduzida pela reportagem, ele comparou o custo anual de manutenção de estudantes em institutos federais com o custo de pessoas encarceradas no sistema prisional.
“No presídio federal de segurança máxima, um prisioneiro custa R$ 40 mil por ano. Nas outras cadeias, R$ 35 mil por ano. Um estudante no Instituto Federal custa R$ 16 mil por ano, ou seja, metade do que custa um bandido. Significa que é muito mais barato investir em educação do que investir em bandido.”
Que outras propostas para a educação foram mencionadas?
Além de tratar do Fies, o presidente sugeriu que deputados federais e senadores direcionem emendas parlamentares para a criação de escolas no país. Segundo ele, se os parlamentares adotassem essa ideia, o problema da educação estaria resolvido no Brasil.
A reportagem informa ainda que a declaração foi dada no contexto da defesa de políticas educacionais como instrumento de desenvolvimento nacional. Não há, porém, no texto original, detalhamento sobre como a sugestão relacionada às emendas parlamentares poderia ser implementada nem se há proposta formal em elaboração.
Com isso, o cenário apresentado até o momento é o de uma sinalização política sobre a possibilidade de incluir inadimplentes do Fies em medidas contra o endividamento, sem anúncio oficial das regras. Os dados do MEC mostram a dimensão do passivo entre estudantes com parcelas em atraso, enquanto o governo vincula o debate ao papel da educação na formação profissional e no desenvolvimento econômico.